• Postado por Tiago

Faltou pouco pra D.A.S., 27 anos, dar de dedo num segurança do supermercado CompreFort, que fica na rua Tijucas, no centrão de Itajaí. A leitora levou uma pedinte pra comprar uma cesta básica e acabou ouvindo do segurança que ela não poderia ter trazido a pobre coitada e ainda pediu pra mendiga se retirar do mercado.

A leitora mora em Navega mas trampa em Itajaí. Contou que perambulava na hora do almoço pela rua Tijucas, no centrão peixeiro, quando uma mulher de aproximadamente 40 anos com um bebezinho no colo a parou pra pedir dindim pra comprar rango pros filhos.

Tocada pela necessidade da pedinte, a dengo-dengosa se ofereceu para pagar um almoço no restaurante, mas, como a pobre ainda tinha dois filhos em casa, pediu pra comprar arroz e carne no mercado. “Ela me contou que o marido dela a abandonou com três filhos e que ainda morava com a sua mãe. Não neguei ajuda porque ela me pediu dinheiro pra comida, e aceitou ainda uma cesta básica”, explicou D.

As duas então partiram pro CompreFort, que fica na mesma rua, e fizeram uma baita compra: uma cesta básica de 40 pilas, mais carne, banana e batatinhas. “Comprei ainda um panetone pra mim e gastei com tudo cerca de R$ 80”, relata a leitora.

As duas passaram pelo caixa traquilamente e quando D. pediu ao segurança permissão para que a coitada da mulher ficasse esperando uma outra pessoa, próxima à porta do mercado com as sacolas, a confusão começou. “Ele foi muito grosso. Falou para mim que até entedia a minha posição de cristã, em querer ajudar a mulher, mas que eu não poderia trazê-la ali porque se não, ela voltaria em outros dias pedindo pra eles. E pediu para ela se retirar”, debulhou.

D. acusa o segurança de ser preconceituoso e de ter faltado com respeito com a pobre da pedinte, que ainda tava com uma criança. “Se eu não tivesse comentado, ele nem saberia que ela era uma pedinte. Eu fui fazer a minha parte como ser humano, mas encontrei pessoas egoístas no meio do caminho”, desabafa. A leitora diz que ficou tão nervosa durante a confusão, que acabou esquecendo de anotar o nome do segurança carrancudo.

O outro lado

Maurício Maciel, chefe dos seguranças do Comprefort, disse ter ficou admirado com a reclamação. “Não soube deste caso. Estou na empresa há dois anos e meio e sempre trato os clientes bem. Tanto que temos café na entrada do mercado e muitos pedintes param ali para tomar e sempre deixamos”, afirmou.

O chefão dos seguranças disse que vai dar um bizu nas câmeras de vigilância pra ver qual segurança teria se envolvido na confusão com D.. “A empresa não tem essa atitude. Poderia ser um dia ruim do segurança, mas isso não pode voltar a ocorrer”, concluiu.

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