• Postado por Tiago

Seis presos que tavam doidos pra ganhar as ruas por pouco não escaparam do cadeião de Tijucas, na noite de terça-feira. Os trastes serraram as grades da cela e conseguiram siscapulir, mas foram surpreendidos pelos carcereiros quando se esgueiravam pelo pátio. O diretor do cadeião não quer mais saber dos encrenqueiros e já pediu a transferência deles pro presídio de Floripa.

Os presos espertinhos usaram um pedaço de serra pra cortar as grades. O mandachuva do presídio, Gabriel Aristo da Silva, acredita que o serviço vinha sendo feito à noite, aos pouquinhos, quando diminuem as bizolhadas nas jaulas.

Assim que conseguiram passar pelo buraco que abriram, os seis malacabados pularam pro lado de fora, por volta das 23h. Entre os fujões, pelo menos dois já andavam com formiga na bunda pra deixar a jaula. O traficante Paulinho do Amaral, de Floripa, já tentou siscapar outras vezes. Seu comparsa Adilson Teixeira também. Ele foi transferido pra Tijucas depois de ter zarpado do cadeião de Blumenau, e não se conformou em amargar o xilindró dinovo.

Assim que foram guentados, os presos voltaram pra trás das grades. Eles tão isolados dos outros, numa cela que é usada pra adaptação de quem é novo no esquema da cadeia.

Tudo pra que não voltem a causar tumulto. “Devem ficar ali por uns 30 dias. Já pedi que sejam transferidos pra Florianópolis depois disso”, contou Gabriel.

O cuidado se explica. O cadeião de Tijucas é uma verdadeira bomba-relógio. Apesar de a capacidade máxima ser de 120 enjaulados, hoje 360 presos se acotovelam por ali. Pra completar, a segurança é bem meia-boca. Só um policial militar faz a guarda, e quatro carcereiros dividem a bronca.

Gabriel diz que já pedinchou ao estado uma melhora na segurança e não foi atendido. “Do jeito que está é complicado. Nosso sistema é frágil”, considera.

Na última fuga do presídio, que rolou há um mês e meio, dois presos conseguiram ganhar as ruas, e ainda tão sendo procurados pela polícia. Outros sete foram pegos com a boca na botija e voltaram pro cadeião com o rabinho entre as pernas.

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