• Postado por Tiago

Vai completar seis meses que a prefeitura de Navega anulou o contrato com o caminhão que recolhia animais das estradas da city. Quem costuma trafegar principalmente entre o trecho da BR-470 que vai da rótula de Machados até o trevo do bairro São Paulo, tem que ter cuidado redobrado com os bichos. Toda semana, a polícia rodoviária federal (PRF) atende acidentes envolvendo animais na rodovia. O vereador Marcos Paulo da Silva, o Marquinhos (PT) – que no ano passado perdeu o irmão num acidente com um cavalo – , tá atrás da prefa pra pedir explicação sobre o fim do recolhimento. A administração de Bob Carlos (PSDB), no entanto, tá no “nem te ligo”.

Segundo o policial rodoviário federal Rodrigo de Campos Luiz, toda semana a PRF atende acidente com animais no trecho de Navega da BR-470. O último rolou há uma semana, quando um caminhão contêiner matou uma vaca. “Graças a Deus, este ano os acidentes só envolveram caminhões”, comenta o policial ao lembrar que a ocorrência fica séria pro motora, quando um carro ou uma moto atropelam um bicho desses. Rodrigo explica que quando a PRF é chamada, a única coisa que pode fazer é espantar o animal, que geralmente volta à pista.

O irmão do vereador Marquinhos morreu depois de atropelar um cavalo. Em outubro, Carlos Eduardo Correa da Silva, 21 anos, tava indo trabalhar de moto quando rolou o acidente. Ele teve traumatismo craniano e morreu no hospital. “Enquanto eles não resolvem isso, a qualquer momento pode haver um acidente grave, com vítima grave. Na realidade, o que quero é que coloquem logo o caminhão pra trabalhar”, lasca Marquinhos. O vereador conversou novamente com o secretário de meio ambiente, agricultura e pesca, João Paulo Gaya, que disse que tava resolvendo a pendenga, mas não tinha previsão pra botar o brutus na estrada.

Segundo Gaya, o motorista que trabalhava no recolhimento é funcionário efetivo da prefa e estava com muitas férias atrasadas. O caminhão era do motorista, que tinha um contrato com a prefeitura. Desde janeiro, o peão tá cumprindo as férias. Enquanto isso, a prefa não teria encontrado ninguém que aceitasse o preço sugerido para realizar o trabalho. “O preço que eles pedem é absurdo”, relata o secretário.

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