• Postado por Tiago

?E agora, o que eu vou fazer?, desespera-se Rosana

Há sete meses a costureira Rosana Pereira da Silva Laureano, 38 anos, vive longe da sua casa. Sua antiga morada, na estrada geral das Minas, em Ilhota, foi interditada em novembro de 2008, quando parte do morro da comunidade despencou com a chuvarada. Cansada de esperar uma ação das otoridades, a costureira procurou o DIARINHO pra cobrar da Defesa Civil do município as prometidas casinhas aos flagelados. Sem ter pra onde ir, pretende até voltar a viver na área onde corre risco de vida.

Rosana entrou em desespero semana passada, depois de sacar a última parcela do auxílio-reação a que tem direito. Com o salário minguado de costureira, não tem grana pra reformar a antiga residência ou arrumar uma nova baia pra viver. ?E agora? O que vou fazer? Não terei como continuar a pagar o aluguel. O único jeito é voltar pra minha casa que tá interditada?, diz, acrescentando: ?Eu tenho medo, mas vou fazer o quê??, acrescenta.

A casa de Rosana fica no pé do morro. Com a chuvarada de novembro do ano passado o morro escorregou e uma montoeira de terra invadiu a moradia. Como ainda há o risco de mais terra desbarrancar em cima da baia, o local foi interditado. ?Já tivemos lá depois disso e tiramos mais de um metro de barro de dentro da casa. Vou ter que limpar tudo e viver assim?.

Pra não voltar a morar na área de risco, Rosana conta com uma das 176 casinhas prometidas pela Companhia de Habitação (Cohab) de Santa Catarina. ?Entreguei meus documentos, tudo certinho, mas até agora não foi construída nenhuma casa?, reclama, denunciando a falsa promessa feita ao povão.

Chefão da defesa civil diz que a culpa é da Cohab

Paulo Roberto Drun, coordenador da defesa civil de Ilhota, mete a culpa na galera da Cohab. Conta que o pessoal da companhia de habitação já analisou trocentos terrenos no município, mandou uma montoeira de engenheiros avaliar as áreas e até embaçou com relação à documentação dos futuros beneficiados. ?A burocracia da Cohab é muito grande e nós dependemos deles porque são eles que constroem?, explicou.

Paulo diz que a responsa está na mão da galera da Cohab, mas garante que tem feito o máximo possível pra ajudar os desalojados.

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