• Postado por Tiago

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Crianças negras têm mais dificuldade de concluir os estudos

Afrodescendentes de todo o país festejam este mês o aniversário de Zumbi dos Palmares, o escravo fugitivo que se tornou o símbolo de resistência contra a opressão. O Dia da Consciência negra rola no dia 20, mas a partir do dia 15 já começa a programação que inclui atividades artístico-culturais e um seminário sobre a saúde da população negra que, apesar de ser biologicamente igual à branca, sofre mais de determinados males, como a anemia e a hipertensão.

No próximo domingo, rola a festa de N.S. do Rosário, uma das poucas santas negras (ao lado de N.S.Aparecida), na paróquia do bairro São João. A missa começa às 9h e segue a tradição de miscegenar a tradição católica com os ritos afro, com seus tambores e roupas coloridas.

Na segunda, rola uma exposição dos trabalhos dos alunos da rede pública municipal na biblioteca Norberto Cândido, na Vila Operária, sobre o tema da discriminação racial. Na terça, acontece o 1º Seminário sobre a Consciência Negra em Itajaí. O palestrante Rossano Lopes Bastos vai abrir os trabalhos às 19h, no museu histórico.

Na quarta, dia 18, rola a posse dos conselheiros no auditório da prefa e uma mostra de dança no Municipal, às 19h30. Na quinta, tem sarau, às 20h, na biblioteca da Univali. Na sexta, será inaugurado um busto em homenagem ao escravo Simão, às 15h30, no museu histórico, com apresentação de capoeira. E, no sábado, tem roda de samba no Sebastião Lucas, às 22h, promovido pela escola de samba Imperador da Cidade Nova.

O seminário ?Desafios de políticas públicas de promoção da igualdade racial? foi transferido para os dias 10 e 11 de dezembro. A coordenadora Ana Maria Pereira disse que será debatido de que forma o racismo tá enraizado na sociedade. Segundo ela, apesar da desconfiança de que promoção racial e cotas para negros possa agravar o preconceito, é uma dívida que tem que ser paga.

?Os descendentes de europeus ganharam terras pra vir ao Brasil. Os negros vieram à força e ainda ficaram ao deus-dará depois da abolição. É por isso que eles têm mais dificuldade para progredir na vida?, acredita. Ana Maria conta que 12,9% da população peixeira são negros e a maioria se concentra nos bairros pobres, como o Matadouro e Imaruí.

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