• Postado por Tiago

A senadora Ideli Salvatti (PT) faz uma visitinha amanhã à prefa de Barra Velha pra tratar das obras de fixação e desassoreamento da boca da barra do rio Itapocu, paradinhas da silva desde o fim do ano passado. O encontro rola no plenário Getulio Bittencourt, da Câmara de Vereadores local, às 16 horas.

Para o prefeito Samir Mattar (PMDB), juntamente com lideranças do Partido dos Trabalhadores de Barra Velha, a atuação da senadora será de vital importância para esclarecer a situação atual da obra, inviabilizada desde que o município, na gestão passada, comprometeu-se em arcar com 45% do valor total dos molhes de pedras da barra, recurso que a cidade não tem. 

Samir pretende reforçar prazos para a retomada dos trabalhos, mostrando a Ideli a importância desta retomada dos serviços.  O prefeito e sua equipe também vão tratar de reivindicar recursos para construção do Mercado Público Municipal de Barra Velha e do projeto de revitalização da praia Central, entre outros temas.  

A obra de abertura, desassoreamento e fixação da foz do rio Itapocu, na boca da barra, em Barra Velha, está parada desde o final de 2008 e diante de um impasse.  Segundo a Coordenação de Análise de Projetos do Departamento de Obras Hídricas do Ministério da Integração Nacional, para a retomada dos serviços, paralisados desde as cheias de novembro do ano passado, é necessária a execução integral da construção do molhe de pedras do lado de Araquari (molhe nordeste). 

O impasse está no fato de que a prefeitura de Barra Velha, na gestão passada, autorizou gastos que superaram o valor inicial liberado para a obra.  Orçada num total de R$ 4 milhões e 500 mil, a fixação da boca da barra teve R$ 582 mil liberados numa primeira etapa de serviços – recursos que foram pagos às duas empresas contratadas para a construção do molhe e transporte de pedras.  Estes R$ 582 mil não só foram liberados e pagos, mas a dívida com as empresas já estava em R$ 980 mil acima do valor estabelecido no primeiro repasse. 

A administração anterior, segundo informações do próprio Ministério da Integração, se comprometeu em fazer com que Barra Velha arcasse com 45% do total de pedras usado no molhe nordeste, o que, na visão da atual administração, é uma contrapartida de R$ 2 milhões, pesada demais para a prefa.  Samir quer desenrolar esse nó e obter apoio federal para não perder prazos e contratos como o de dragagem, já alinhavados. 

  •  

Deixe uma Resposta