• Postado por Tiago

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Quarteto veio do Maranhão tentar a vida no sul do país

Na manhã de ontem, o Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Pesca de Santa Catarina (Sitrapesca) encontrou quatro trabalhadores que seriam vítimas de trabalho escravo numa empresa de pesca da city. Uma denúncia anônima foi recebida na quarta-feira e os pescadores tavam morando numa embarcação abandonada, nos fundos da empresa Nelson Akira Takamura, nos Cordeiros.

José Luiz Costa Araújo, José Augusto Costa Marques, José dos Navegantes Lopes da Silva e Erax Araújo Vilar são de São Luís, Maranhão, e foram convidados pelo empresário pra trampar como pescadores na cidade peixeira. Um deles estava há 10 meses trabalhando na empresa, outros dois, há seis, e o último, há três meses.

A proposta de trabalho previa o pagamento de dois salários mínimos, mais um percentual pela galha ? nadadeira de cação ? além de 15 reales por tonelada pescada. ?Eles só estavam recebendo o salário e a galha, os 15 reais por tonelada nunca receberam. Isso até junho. De lá pra cá, não receberam mais nem um centavo?, disse Manoel Xavier de Maria, o Maneca, presidente do Sitrapesca.

Segundo Maneca, depois de junho, por não ter mais embarcação para os quatro trabalharem, a empresa os teria colocado pra trampar como faxineiros e pedreiros, quebrando e levantando paredes. Quando foram receber os salários, os empregadores disseram que só pagariam a metade, já que eles não estavam trabalhando como pescadores.

O sindicato entrou em contato com Nelson, dono da empresa, e recebeu a informação de que um acordo teria sido feito com os pescadores pra que nenhum direito trabalhista fosse pago. ?Isso não existe, eles tinham carteira assinada e tudo. A empresa tá se valendo da situação deles, que tão sem família por aqui. Estão jogando com o desespero deles?, lascou.

O ministério do trabalho foi acionado pelo sindicato para garantir que todos os direitos dos caras sejam respeitados. Os quatro tão num hotel, pago pelo Sitrapesca, e já estão entrando na dona justa com uma ação trabalhista contra a empresa.

Nem plá

O DIARINHO tentou falar por telefone com Nelson Takamura, dono da empresa, e com os filhos dele que, segundo o Sitrapesca, administravam a firma, mas ninguém atendeu as ligações.

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