• Postado por Tiago

O sindicato dos Trabalhadores do Comércio Varejista de Penha (Sintracomvape) promete denunciar ao Ministério Público uma série de irregularidades que estariam ocorrendo na rádio Pérola. As pendengas variam desde falta de eleições até diretores usufruindo do dindim arrecadado pela rádio, que é comunitária. O presidente do Sintracomvape, Admir Peters, conta que tá esperando a promotora Viviane Valcania voltar de férias para fazer a denúncia. O primeiro tesoureiro e o diretor da programação da rádio, Anderson Santana, diz que as denúncias são infundadas.

Ontem a Sintracomvape voltou a ter seu horário na programação da rádio Pérola. Durante seis meses o pessoal do sindicato ficou sem colocar o programa no ar por causa do choque entre as ideias dos sindicalistas e da direção. Neste mês, uma decisão do MP obrigou a direção da rádio a liberar uma horinha para a entidade de classe. É neste contexto que o presidente da Sintracomvape põe a boca no mundo para reclamar das tretas na rádio. Ele afirma que a papelada pra enviar ao MP já tá sendo feita e deve ser entregue em agosto, na volta das férias da promotora Viviane.

A rádio já tem três anos, mas de acordo com Admir, até agora não houve nenhuma eleição para a presidência, o que deveria acontecer de dois em dois anos. Outro ponto é que os integrantes da coordenação são um mistério e a rádio não divulga como eles foram escolhidos.

Admir relata que a rádio também não presta contas à comunidade e os diretores estariam usufruindo dos recursos da emissora para custear despesas próprias, o que é proibido por ser uma entidade sem fins lucrativos. O presidente do Sintracomvape diz que o povão de Penha acaba achando que o casal, Anderson e Osmarina Santana, são os donos da rádio.

Tá tudo regularizado

O diretor da programação da rádio Pérola e primeiro tesoureiro, Anderson Santana, não soube responder qual a motivação que alguém teria em fazer as denúncias que, segundo ele, são infundadas. Anderson conta que em 2007 foram feitas eleições e que o nome dos integrantes da coordenação são revelados para qualquer pessoa. “Eu tenho o edital (da eleição) na rádio, toda a documentação tá lá”, rebate. Santana conta que a prestação de contas é feita somente para os integrantes da Associação Cultural de Penha, que é a responsável pela rádio.

Ele explica que o tesoureiro fecha o caixa e manda a documentação para o conselho fiscal. Depois, a papelada é divulgada nas reuniões da diretoria com os associado. Quanto à denuncia de que diretores utilizam o dindim da rádio para pagar contas pessoais, Anderson nega a acusação e conta que todos têm seus trabalhos paralelos.

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