• Postado por Tiago

Depois de receber uma denúncia do pessoal que trampa na loja Pittol Calçados, no centro de Itajaí, o sindicato dos funcionários do comércio peixeiro tratou de fuçar algumas irregularidades que a empresa estaria cometendo. E não deu outra: na semana passada, a entidade constatou que a Pittol tá exigindo que o empregado pague, em até 48 horas, valores que faltam no caixa no fim do dia. Outras irregularidades foram citadas e, por isso, o sindicato vai pedir ao ministério público que investigue a firma.

A denúncia é contra a loja de Itajaí, mas o diretor do sindicato, Nilton Olm, afirma que algum manda-chuva da matriz, que fica na cidade de Concórdia, vai ser chamado pra uma conversinha. Ele terá 10 dias para comparecer e depois mais 20 pra regularizar a situação da loja em Itajaí. “A culpa não é da gerente daqui. A gente sabe que as outras lojas têm problemas”, lascou.

Quem falou ao DIARINHO sobre as denúncias foi o marido de uma ex-funcionária da empresa, o administrador J.R., 24 anos. Ele ficou sabendo de alguns casos onde os empregados tiveram que se virar nos 30 pra pagar o dinheiro do quebra de caixa no fim do dia, quando o correto seria descontar a grana aos poucos, de mês em mês.

J. falou que uma empregada, após assinar o contrato de rescisão, teve descontado R$ 487 dos R$ 600 que tinha acabado de receber. “Ela devia dar um vale, mas não, descontou na hora. Nem recibo deu”, reclama J.R. O administrador contou que outra funcionária teve que limpar sua conta pra arcar com a dívida e uma terceira, desesperada, fez até empréstimo.

Outra bronca é que a Pittol contrataria os vendedores como atendentes e ainda não pagaria comissão a eles. A esposa do administrador trabalhou na Pittol por três meses, que é o tempo de experiência de um funcionário, depois disso, ela e outros trabalhadores foram mandados pro olho da rua, sem mais nem menos.

“É uma falta de respeito. A gerente [da Pittol] sabe que nós acabamos de nos mudar, tem que pagar aluguel e tudo”, lascou o maridão. Atualmente, alega J., só tem três funcionários que passaram dos três meses de experiência e ainda tão trabalhando. Nilton Olm disse ainda que o sindicato vai encaminhar esta denúncia ao ministério do trabalho. “Vamos fazer um pedido de fiscalização”, comprometeu-se. Em relação às outras possíveis irregularidades, o diretor explicou que quem deve investigar é o MP.

Gerente tirou da reta

A gerente da Pittol, Marilene Banazeski, disse que os problemas já foram resolvidos com o sindicato da categoria, mas se negou a explicar quais eram as encrencas. Já sobre as demissões dos funcionários após o período de experiência, Marilene acrescentou que a empresa não tem motivo pra fazer isso. “É um gasto a mais. Tem o treinamento e tudo o mais”, terminou.

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