• Postado por Tiago

Os sindicatos dos comerciários, de Itajaí, dos empregados em hotéis, bares, restaurantes e similares, de Balneário, dizem que o sindicatos dos comerciários da Penha, que apronta uma denúncia contra a rápido Pérola, é picareta. A pendenga envolvendo os três sindicatos da região já tá correndo na dona justa.

Paulo Ladwig, presidente do sindicato dos comerciários de itajaí, e Olga Ferreira, do sindicato dos empregados em hotéis, explicam que somente um sindicato pode representar essas categorias na região. O sindicato da Penha estaria atuando numa área onde os empregados já têm um sindicato registrado.

Segundo os sindicalistas de Itajaí e Balneário, o sindicato da Penha precisaria da carta sindical para funcionar. “Me parece um aventureiro que cria um sindicato de gaveta só para arrecadar”, sinfeza Olga. O presidente da Penha, Admir Peters, reconhece não ter a carta sindical, mas se apega à constituição federal e diz que não é necessário autorização do estado pra montar sindicato.

A treta entre os sindicatos veio à tona depois que Paulo Ladwig bizolhou a matéria de sábado do DIARINHO, onde falava que o sindicato da Penha vai denunciar uma rádio ao ministério público. Pra Paulo, este sindicato não pode denunciar ninguém justamente porque não tem autoridade para representar os trabalhadores. No ano passado, o sindicato dos comerciários de Itajaí entrou com uma ação em Brasília impugnando o pedido da carta sindical do sindicato da Penha no ministério do trabalho. No dia 27 de abril deste ano, os sindicatos de Itajaí e de Balneário entraram com outra ação sobre a inconstitucionalidade do sindicato da Penha.

A tchurma explica que para formar um sindicato é preciso fazer assembleia, pedir a carta sindical e ainda montar uma convenção. A convenção é todo o trabalho de negociação entre representantes de patrões e empregados para definir salários e benefícios. O problema é que o sindicato da Penha não tem nada disso e ainda segue a convenção do sindicato de Itajaí. “A convenção é um trabalho de anos, muito cansativo e com muitas discussões”, conta Olga. O sindicato de Balneário entrou com ação contra o sindicato da Penha porque este englobou também os empregados dos hotéis, bares e restaurantes.

Legislação permite

O presidente do sindicato penhense, Admir Peters, afirma que segundo a constituição federal os sindicatos não precisam de autorização do estado e por isso a carta sindical é dispensável para o funcionamento, já que é um controle do ministério do trabalho. Admir também conta que o problema é que os sindicatos não aceitam o desmembramento de Penha, pois vão perder arrecadação. Pra ele, os colegas de Itajaí e Balneário nunca tramparam direito pelo pessoal da Penha e, por exemplo, só faziam convênios com empresas das citys maiores. “Cabe à justiça decidir e ao sindicato de Itajaí e Balneário chorar”, lasca.

Admir afirma que incorporou os trabalhadores dos hotéis, restaurantes e bares porque estes também fazem parte do comércio varejista, já que trabalham vendendo pequenas quantidades. “Isso não é a Olga que vai decidir, é a justiça”, rebate. Sobre a convenção, ele admite que utiliza a dos comerciários, pois vale até este ano.

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