• Postado por Tiago

Na madrugada de segunda-feira, quando rolou o atentado à delegacia da muié, apenas dois policiais estavam de plantão. Paulo, que levou o balaço, e uma escrivã, que siscapou, pois estava numa sala dos fundos.
A delegada Ruth Henn admite que a DP sofre com a defasagem de policiais. Pelas contas da dotôra, apenas 15 pessoas (por dia) fazem o trampo por lá. Se dividem em atender o povão, registros de boletim de ocorrência, casos de Maria da Penha e prisões de dimenores. “A gente atende uma grande demanda. Inclusive de adolescentes perigosos que ficam presos conosco por até cinco dias, enquanto se procura vaga nos CIPs (centros de internamento provisório) e que podem ser resgatados”, explica.
A dotôra afirma que já solicitou à chefia da tiralhada um reforço no policiamento, principalmente pra ter mais gente atuando nos plantões noturnos e nos fins de semana, quando ficam no máximo cinco policiais dentro da delegacia.
Segundo atentado
A fragilidade do policiamento se reflete nas ações da bandidagem. Esta é a segunda vez que malacos armados invadem a delegacia da muié e do menor de Balneário. Há três anos, uns malencarados entraram na DP e mataram Guilherme Bortolini, então com 15 anos, que estava enjaulado por lá acusado de matar o filho de um policial federal. Na madrugada de seis de dezembro de 2006, matadores profissionais renderam o único policial de plantão e assassinaram o dimenor dentro da cela da delegacia. Na época, foi pedido reforço policial pra depê que espera até hoje os puliças.

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