• Postado por Tiago

“É com muita tristeza que recebi a notícia de que máquinas estavam no dia 10 de setembro retirando árvores da praia do Quilombo com o intuito de acabar com o point das pessoas que fazem uso de drogas ilícitas – ditos maconheiros.
O que vem agora? Derrubar as paredes dos bares para acabar com os bêbados? Fechar as farmácias que vendem remédios sem receitas? 
Será que tal atitude não foi um tanto quanto descabida? Ou seria melhor dizer ridícula? Sem contar que foi totalmente fora de hora. O estado de Santa Catarina novamente é achincalhado pelas forças da natureza e o que a prefeitura faz? Revolta-se contra a própria natureza, ao invés de gastar forças, óleo diesel e hora-homem para resolver o problema dos necessitados.
Falando dos que usam drogas e cometem crimes dessa magnitude, não seria mais interessante montar uma força-tarefa, reunindo sociedade, instituições de ensino e autoridades, dando palestras e montando grupos de apoios para os que estão nesse caminho, ao invés de simplesmente tirar-lhes a sombra? Não é mais em conta tentar recuperar um jovem com palestras do que gastar equipamentos destruindo a natureza? Para a prefeitura de Penha parece que não. 
Numa cidade como Penha, onde todo mundo se conhece, fica fácil de identificar as pessoas que precisam de ajuda. Mas isso é feito? Interessa para alguém isso? Novamente, para a prefeitura de Penha, parece que não.
É cômico observar o andamento das atividades nessa cidade. Onde tudo acontece por interesse. Nem mesmo um acontecimento de nível internacional como foi o IronMan 70.3 é trabalhado dentro da comunidade, restando apenas a poucas – e competentes – pessoas o auxílio indireto na organização e realização do evento.
Enquanto as autoridades de Penha não tiverem atitudes decentes, a cidade continuará entre Navegantes e Piçarras ou sendo “lá onde fica o Beto Carrero”. Derrubando árvores não vejo como sendo o caminho certo.
Enfim, esperemos os ditos maconheiros escolherem seu próximo point para que as máquinas, operadas por homens, façam a demolição. Tomara que seja no prédio da prefeitura ou na câmara dos vereadores.”

Ass: Luis Henrique Krieger Goulart,

morador da Penha há 28 anos

(Transcrito ipsis litteris)

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