• Postado por Tiago

Acabou em fiasco a transferência do secretário de Inclusão Social, Luiz Maraschin (PR), pra câmara de Balneário Camboriú. Depois da mudança ter sido anunciada aos quatro ventos pelo prefeito Edson Periquito (PMDB), o abobrão, que é terceiro suplente de seu partido, enfrentou beicinhos dos dois colegas que tavam na sua frente, e o negócio melou de vez. Ontem ele foi renomeado como secretário, e o vereador Asinil Medeiros, o Medeirinhos (PR), que cederia seu posto, voltou a ocupar seu lugar na casa do povo.

Maraschin tinha sido convocado pelo homem-pássaro junto com o ex-secretário de Planejamento, Claudir Maciel (PPS), e Nilson Probst (PMDB), que respondia pela secretaria de Segurança, pra reforçar a bancada do governo na câmara. O problema é que Maraschin não foi eleito pelo povo e seria necessário fazer uma manobra das grandes pra que ele pudesse assumir o posto.

Medeirinhos ganharia de presente a Inclusão Social e o primeiro suplente, Elizeu Pereira (PR), pintaria na casa do povo pra ficar em seu lugar. Depois de participar de uma sessão, como manda o figurino, pediria a conta e daria o lugar pro segundo suplente, Carlos Souza Fernandes, o Cacá (PR). Ele faria o mesmo processo e então, finalmente, Maraschin poderia chamar de sua a cadeira no plenário.

“Foi acordado internamente no partido que nesse momento era melhor que eu assumisse pra ajudar o prefeito, já que não temos maioria. Mas houve pressão da família e dos amigos do Elizeu e do Cacá, que é natural e legítima, pra que ficassem como vereadores, e eles recuaram”, disse Maraschin.

Na terça-feira, Elizeu chegou a aparecer na sessão da casa do povo, pronto pra assumir como vereador. Mas ele não apresentou todos os documentos necessários e saiu chupando o dedo.

Os boatos de que os suplentes não deixariam Maraschin ser empossado começaram a pipocar pela city e a solução foi dar pra trás. “Avaliamos com o prefeito que, se os suplentes tivessem assumido e depois pedissem exoneração, pelos trâmites normais, eu só poderia entrar na câmara pelo dia 15 de novembro. Pro interesse imediato, que é a votação da guarda municipal, não adiantaria”, lascou o secretário.

Quem saiu perdendo foi Medeirinhos, que tava faceiro em assumir a secretaria do Maraschin. “Nesse momento a secretaria encaixava melhor pra mim. Mas fui eleito pelo povo, fico feliz em voltar pra câmara”, desconversou.

Saia-justa

Apesar do bafão, Maraschin garante que o PR não ficou abalado. “É algo que já superamos. O que compete agora ao PR é um amadurecimento, saber que a palavra deve ser mantida. Ficou ruim frente à opinião pública e o prefeito ficou desgostoso”, disse.

Nem Elizeu nem Cacá foram encontrados ontem pra comentar o bafafá.

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