• Postado por Tiago

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Padre mantinha um grande álbum fotográfico em sua página no site de relacionamento Orkut

Uma monteira de mistério cerca a morte do padre Alvino Broering, 46 anos, assassinado com oito facadas no dia 14 de dezembro, às margens da BR-101, em Itajaí. Para chegar até o assassino, a central de Operações Policiais (COP) pediu a prisão temporária ? aquela por até 30 dias ? de dois suspeitos. Um deles já teve o canetaço da dona justa e a qualquer momento pode ser preso. O outro pedido ainda tá sendo analisado pela justiça.

Os investigadores da COP revelaram que os dois estão na mira da polícia. Os suspeitos ligaram para o celular do padre Alvino pertinho da hora do crime. O suspeito cujo pedido de prisão foi caneteado pela justa tem passagem pela polícia e está em liberdade condicional. ?Queremos interrogá-lo para chegarmos até o assassino?, revela um investigador, que preferiu não ter o seu nome revelado. A prisão do bandido pode acontecer a qualquer momento.

A polícia civil não teve autorização da justiça para colocar a mão no segundo suspeito. O pedido já foi enviado ao fórum peixeiro, mas os policiais ainda esperam o aval do judiciário para colocá-lo atrás das grades. Os investigadores acreditam que com o interrogatório dos dois suspeitos muitas coisas serão esclarecidas. ?Temos certeza que o assassino só matou o padre porque era próximo. Porque o padre o deixou se aproximar?, opinou o policial.

O tira informou que já prestaram depoimento a faxineira da casa do padre, a coordenadora da rádio Conceição, um funcionário da rádio e os dois vigias do posto de gasolina que viram o padre levar as facadas. Os investigadores também informaram que até agora, o carro do padre, o Astra, placa MDA 1814 (Itajaí), não foi encontrado.

Apesar da boataria sobre as circunstâncias da morte do padre estar grande na cidade, os policiais encarregados da investigação garantiram que não tão sofrendo pressão nenhuma para esconder os rumos da investigação da imprensa. ?Não recebemos nenhum tipo de pedido de sigilo?, informou um investigador ao DIARINHO.

No site de relacionamentos Orkut, a página do padre Alvino continua ativa. Ele usava como identificação o Salmo 91,2 ?Refugium meum et fortitudo mea? (Meu refúgio é minha fortaleza). Padre Alvino fazia parte de comunidades que ressaltam a beleza das praias da região, além de participar de outras sobre religião e algumas curiosas como ?Foi sem você?, ?Preciso aprender a dizer não? e ?Meu maior vício é amar você?.

Necropsia no Marieta

Um fato que ajuda a aumentar o bafafá entre a população é que a necropsia no corpo do padre Alvino não rolou na sede do instituto Médico Legal (IML), como normalmente acontece em casos assim. O exame aconteceu no necrotério do hospital Marieta Konder Bornhausen. Segundo a técnica em necropsia do IML, Maristela Bernardes, a pedido das irmãs que dirigem o hospital, a necropsia foi feita no necrotério do próprio Marieta.

Morreu na madrugada

O padre foi furado na madrugada do dia 14, por um homem que tava com ele no seu carro. O possante parou em frente a Itadisa, na BR-101, e o religioso desceu desesperado em busca de ajuda. O assassino foi atrás e o acertou pelas costas. O padre foi socorrido pelos bombeiros e chegou com vida ao hospital Marieta, mas não resistiu aos ferimentos e morreu perto das 6h, no centro cirúrgico.

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