• Postado por Tiago

“Aproximadamente há dois anos cheguei nesta cidade de mala e cuia. Para ser mais preciso, dia 21 de janeiro de 2007. Eu estava realizando um desejo de consumo. Após uma escolha minuciosa, achei neste lugar, por mim considerado meu paraíso, uma cidade limpa (sim, limpa. Era limpa). Seu relevo, praias, clima… Enfim, tudo maravilhoso. Aposentado após 35 anos de trabalho, aposentado da luta de classes, da militância política. Enfim, sombra e água fresca.

Chega 2008, ano eleitoral. Apesar de aposentado como militante, ainda sou um cidadão e como tal tenho que cumprir com meu dever e escolher um candidato. Um dos candidatos estava no poder, com este tínhamos remédios gratuitos, creches, esporte nos bairros (gosto muito de esporte). Isso era uma novidade, já que onde morava não existia, escola náutica, balé, arte nos bairros, o projeto 2º tempo e muitos convênios que proporcionavam atividades socio-educativas para jovens.

Mas alguém me alertou. O outro já fez história e é um espetáculo como administrador. Acabei votando com minha convicção ideológica. Ideológica sim. Apesar de uns acharem extremamente antiquado.

Veio outubro, a enchente, um prefeito saindo outro com vitorioso apoio popular e grande administrador pronto para entrar em campo. As expectativas eram grandes com a nova administração. Medidas de impacto deveriam surgir.

Hoje, cinco meses da nova gestão, olha o balanço: esporte nos bairros acabou, balé e escola náutica fecharam, convênios com entidades sócio-educativas rompidos.

Todos nós sabemos da catástrofe, sim. Mas a grandeza e a qualidade de um administrador não é só com os recursos de arrecadação do município – que, se diga, aumentou e muito em relação ao mesmo período do ano passado. Cadê a competência, a criatividade?

Apesar de alguns meios de comunicação tentarem atribuir só ao governo federal, o povo já está sentindo o quanto foi enganado, sem falar nos casos de acomodação de chegados na administração (secretaria de saúde) entre outros casos. Como os das roupas, por exemplo. Apesar dos vereadores não aprovarem a CPI, a emenda saiu pior, porque a notícia correu por todo o Brasil através dos principais meios de comunicação.

Mas tenho esperança de que pelo menos um ano antes da próxima eleição surja algo de impacto e que não fique apenas na troca das cores das lixeiras.”

Ass: Iedo Jaques

(Transcrito ipsis litteris)

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