• Postado por Tiago

A greve de fome no cadeião peixeiro, iniciada nesta última segunda-feira, começou a dar os primeiros resultados. A justiça resolveu olhar os processos da bandidagem. Ontem, oito dos 430 presos que participavam da greve tiveram as penas revistas e foram soltos.

Apesar da justa começar a se mexer, a birra continua firme e forte. Ontem mais dois presídios decidiram participar da greve. Os presos de Blumenau e da penitenciária de Florianópolis também tão sem comer, pra fazer uma pressão na justiça catarinense. Os 422 presos que ainda estão em greve em Itajaí continuam sem tocar no café da manhã, almoço e janta. Na Grande Florianópolis, na penitenciária de São Pedro de Alcântara, 600 dos 120 presos permanecem rejeitando a boia.

O administrador interino do presídio, José Luiz dos Santos Araujo, o Carioca, acredita que os bandidos podem ficar até uma semana sem comer, mas não descarta a possibilidade de que eles tenham comida escondida dentro das celas. O administrador disse, ainda, que assim que o movimento parar na penitenciária de São Pedro de Alcântara tudo volta ao normal.

O beicinho dos presos é para forçar a justiça a acelerar a revisão dos processos. Os bandidos alegam que muitos quitaram sua dívida com a justa ou tem direito a mudar do regime fechado para o aberto. O cadeião peixeiro tá sem receber preso desde sexta-feira, quando o juiz corregedor, Carlos Roberto da Silva, determinou a interdição parcial da unidade.

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