• Postado por Tiago

Não tenha dúvidas: o ato de ser mãe é um trabalho tão penoso e tão gratificante [ou mais!) que qualquer outro. Por isso, respeito e reconhecimento às mulheres são fundamentais. Afinal de contas, como qualquer outra trabalhadora, a mãe precisa se sentir valorizada e com autoestima elevada para melhorar ainda mais sua produção.

Navegando na internet encontrei um texto interessante, de autor desconhecido, sobre o reconhecimento do trabalho de ser mãe. Reproduzo a seguir como forma de reflexão.

“Ser mãe!

Uma mulher chamada Ana foi renovar sua carteira de motorista. Pediram-lhe para informar qual era sua profissão. Ela hesitou, sem saber como se classificar.

“O que eu pergunto é se tem algum trabalho”, insistiu o funcionário.

“Claro que tenho um trabalho!”, exclamou Ana. “Sou mãe!”

“Nós não consideramos mãe um trabalho. Vou colocar dona de casa”, disse o funcionário friamente.

Não voltei a lembrar-me desta história até o dia em que me encontrei em situação idêntica. A pessoa que me atendeu era obviamente uma funcionária de carreira, segura, eficiente, dona de um título sonante.

“Qual é a sua ocupação?” perguntou-me. Não sei o que me fez dizer isto. As palavras simplesmente saltaram-me da boca para fora: “Sou doutora em desenvolvimento infantil e em relações humanas.”

A funcionária fez uma pausa, a caneta de tinta permanente a apontar pra o ar, e olhou-me como quem diz que não ouviu bem. Eu repeti pausadamente, enfatizando as palavras mais significativas. Então reparei, maravilhada, como ela ia escrevendo, com tinta preta, no questionário oficial.

“Posso perguntar”, disse-me ela com novo interesse,“o que faz exatamente?”

Calmamente, sem qualquer traço de agitação na voz, ouvi-me responder: “Desenvolvo um programa de longo prazo (qualquer mãe faz isso), em laboratório e no campo experimental (normalmente eu teria dito dentro e fora de casa). Sou responsável por uma equipe (minha família), e coordeno quatro projetos (todas meninas). Trabalho em regime de dedicação exclusiva (alguma mulher discorda?). O grau de exigência é de, no mínimo, 14 horas por dia (para não dizer 24)”

Houve um crescente tom de respeito na voz da funcionária, que acabou de preencher o formulário, se levantou, e pessoalmente abriu-me a porta.

Quando cheguei em casa, com o título da minha carreira erguido, fui recebida pela minha equipe: uma com 13 anos, outra com 7 e outra com 3. Do andar de cima, pude ouvir meu novo experimento – um bebê de seis meses – testando uma nova tonalidade de voz.

Senti-me triunfante!”

(Internet, autor desconhecido)

Taísa da Silva Cassol é psicóloga clínica e organizacional – CRP 12/06288

[taisapsico@gmail.com]

R.B., 22 anos – Sou assistente administrativo numa empresa há três anos, há três meses passei para um outro setor onde exige mais responsabilidade, conhecimento e experiência. Mas o meu salário não foi alterado. Não sei se devo conversar com meu chefe a respeito. Fiquei esperando que ele percebesse as mudanças e que passado um certo período de experiência na nova função, eu receberia esse aumento, mas isso não aconteceu. O que devo fazer? R.B., 22 anos.

R: Como você mesmo explicou, a nova função exige de você mais conhecimento, experiência e responsabilidade. Essas são razões suficientemente boas para você conversar com seu chefe e pedir um aumento. Mas é prudente que você verifique com ele a política salarial da empresa. Converse com ele, de forma clara, expondo suas razões e seja firme nas suas justificativas. Demonstre com exemplos o que mudou.

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