• Postado por Tiago

Arrogância: que mal é esse?

Conviver com uma pessoa arrogante é muito difícil e desagradável. Compartilhar com ela o mesmo ambiente de trabalho é uma missão bastante estressante. A arrogância caracteriza uma pessoa com falta de humildade. A pessoa arrogante não tem o hábito e não deseja ouvir os outros, aprender algo novo e não se sente no mesmo nível do outro. Acredita estar sempre acima. É aquele colega que não aceita opiniões, que acredita sempre estar certo. O famoso nariz empinado.

Mas, na verdade, as pessoas que sofrem desse mal costumam colecionar ao longo de suas vidas muitos fracassos. Fracassos justificados por coisas incabíveis e que acabam gerando outro fracasso. A coleção começa pelo fato de que a humildade nos aproxima das pessoas. Consequentemente, a pessoa arrogante acaba por ficar muito só. No mercado de trabalho atual, muitas pessoas arrogantes acabam perdendo seu espaço, visto que se valoriza muito o bom relacionamento interpessoal. A pessoa arrogante tem muita dificuldade nesse aspecto.

Algumas vezes, agindo com arrogância, conseguem as coisas que desejam em um curto espaço de tempo. Mas a longo prazo começam a perder o que há de mais precioso na vida: a amizade, o respeito e o carinho das pessoas. Acabam tendo tudo na vida e não sendo felizes.

Enfim, o arrogante acaba se arrependendo tarde demais por tudo o que causou aos outros e pela maneira como agiu. Portanto, não espere até se arrepender. É hora de olhar um pouco para si e perceber se você é uma pessoa que sofre de “arrogância”. Ainda há tempo de mudar e melhorar para ter uma vida mais completa, com mais qualidade de vida e mais feliz!

Algumas das principais características da pessoa arrogante:

Não acredita ser arrogante, tem plena convicção de que apenas defende suas ideias e princípios

Tem a solução para o problema de todos, mas para os seus…

Quando fracassa sempre é porque a sorte não ajudou ou porque alguém atrapalhou. Jamais admite ter cometido algum erro

Muitas vezes humilha e destrata qualquer um que tenha uma opinião diferente da sua

Sempre destaca suas qualidades e não aceita críticas

É egoísta, porém exige que os outros sejam solidários

Acredita ser respeitado, mas na verdade é temido pelos outros

Taísa da Silva Cassol é psicóloga clínica e organizacional – CRP 12/06288

[taisapsico@gmail.com]

O leitor no divã

P.P.O., 33 anos – Recentemente a empresa onde trabalho contratou dois novos colaboradores para o setor do qual sou supervisor. Um homem e uma mulher. Eles são ótimos funcionários, porém a moça tem o hábito de vir trabalhar com roupas muito sensuais, o que acaba constrangendo as outras mulheres do setor e chamando muito a atenção dos homens. Já o rapaz vem com a bermuda lá no meio da bunda, sempre usa boné, enfim, um estilo muito “jogado” para o ambiente da empresa. Não usamos uniforme, então não estou sabendo como resolver esse problema. Me sinto invadindo a vida deles solicitando que mudem o estilo de se vestir. Mas, por outro lado, não considero aquelas as roupas adequadas ao ambiente organizacional. O que fazer?

Taísa – A tarefa é um pouco complicada, mas alguém precisa chamar a atenção de ambos. Não precisa entrar em detalhes, basta chamar a moça, dizer a ela que precisa vir com roupas de trabalho, mais formais, mais sérias, sem decotes ousados, saias curtas ou barriga de fora e ao rapaz dizer que bonés e bermudas no meio da bunda não devem ser utilizados na empresa. Não sei como funciona na sua empresa, mas penso que o departamento de recursos humanos poderia ter essa conversa.

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