• Postado por Tiago

INTERNA_13_base-direita_reclamacao-hospital-santa-ines_foto-felipe-vt

Trabalhadoras não querem se identificar com medo de perseguição

Três técnicas de enfermagem do hospital e maternidade Santa Inês, de Balneário Camboriú, dizem estar recebendo um salário menor do que o piso da categoria. As profissionais de saúde tão cabreiras porque os outros hospitais da região tão pagando o que supostamente determina a lei. ?Queremos saber por que lá [no Santa Inês] eles não fazem isso?, carca uma das funcionárias.

As técnicas recebem exatamente R$ 560 por mês. Pra elas, isso é uma miséria se levar em consideração a importância do trabalho que fazem. ?Nós salvamos vidas. Mas a gente tá recebendo menos até que uma telefonista?, compara uma delas. Elas afirmam que tentaram várias vezes conversar numa boa com a direção do hospital, mas ninguém deu bola.

Uma das muiés entrou em contato com um sindicato de trabalhadores da saúde, que tem sede em Floripa. O pessoal do sindicato até disse que poderia marcar uma reunião com a direção do hospital, mas para isso as três teriam que se identificar. ?Mas a gente não quer perder o emprego?, fazem coro.

Salário é baixo, mas tá valendo

O médico Eroni Foresti, diretor geral do hospital, admite que o salário dos técnicos é mirradinho, mas disse que tá tudo dentro da lei. A categoria não teria um piso salarial mínimo e, por isso, diz o médico, o hospital paga acima do salário mínimo. ?Eu sei que é pouco, mas eu não vou dar um aumento que a gente, como médico, acharia justo?, disse o diretor.

Além disso, ressaltou o chefão do Santa Inês, o hospital paga 40% do adicional de insalubridade. ?Têm instituições que pagam só 20%. Depende de cada uma?, disse.

Sindicalista tira da reta

Zé Roberto, presidente do sindicato da Saúde de Itajaí, mandou dizer por uma funcionária que não tinha conhecimento de qualquer denúncia relacionada ao salário supostamente errado dos funcionários do Santa Inês.

Durante dois dias o DIARINHO tentou falar com José Roberto, presidente do sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde de Itajaí e Região, pra saber se os técnicos de enfermagem têm ou não piso salarial próprio. Ele não atendeu nenhum dos cinco telefonemas, o número de seu seu celular não foi fornecido e ele não retornou as ligações. Depois de muita insistência, mandou dizer, através de uma funcionária do sindicato, que não tinha conhecimento de qualquer denúncia de trabalhadores contra o Santa Inês.

  •  

Deixe uma Resposta