• Postado por Tiago

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Maurício Lima teve que aprender a jogar basquete sentado

Fazer faculdade de educação física foi uma consequência. Jogador profissional de futsal, Maurício Lima de Paula, 28 anos, trilhou o caminho que lhe pareceu mais correto para suas aptidões. Foi durante os anos de estudo na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que ele teve o primeiro contato com os esportes adaptados. ?Primeiro trabalhei com atletismo e me apaixonei pela área?, revela ele.

Ao chegar ao time da Aflodef, Maurício lembra que teve que se adaptar e aprender a jogar basquete sentado. ?Aprendi a jogar com eles. A literatura diz que o toque de cadeira é assim. Só que falar não basta. Então eu aprendi a jogar. Jogo muito mal, eu sei, até porque é realmente muito difícil?, avalia.

Maurício acredita que é possível comparar os esportes normais com os esportes adaptados. ?São semelhantes. Só que o emocional do deficiente é muito mais sensível do que o atleta não deficiente. Existe uma carga pessoal, social e familiar muito grande?, comenta.

O técnico revela que o pior momento no trabalho se dá quando alguém que recentemente passou a ser deficiente inicia a prática esportiva. ?É um período de trauma para quem adquiriu a lesão. É complicadíssimo. É o período do ?eu sou excluído pelo grupo?. Ainda bem que o pessoal que temos aqui no time é muito bem resolvido. No caso deles, a família tem um papel muito importante?, diz.

Maurício não tem deficiência alguma, mas no grupo ele é que se sente diferente. ?Não que eu sofra, mas eu procuro entender a situação de cada um. Eu conheço a história de todos, se adquiriu lesão, se nasceu com ela, como é a família. É impossível não se envolver. No início o treino eu tinha dificuldade de como orientar. Por isso sentei na cadeira para experimentar, para poder saber o que eu iria falar. Hoje eu tenho mais amigos deficientes do que não deficientes. Eu é que sou anormal?, conclui.

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