• Postado por Tiago

Garoupas made in Paraguai foram passadas no bar da Atalaia

Os comerciantes de Itajaí não param de ser alvo de falsários que tão jogando na praça dinheiro made in Paraguai. Francisco Ivan Ramos, 53 anos, dono do bar da Atalaia, é uma das vítimas dos golpistas. Ele procurou o DIARINHO pra alertar sobre um possível derrame de dinheiro falsificado na cidade. Na segunda-feira, ele recebeu duas notas de R$ 100 de araque.

O bar de Ivan, que fica próximo à entrada do molhe, tava movimentadaço no feriado de segunda-feira. Por isso, o comerciante e seus empregados não notaram quando receberam duas garoupas enganosas.

Uma delas foi depositada num banco. Logo que a agência percebeu a falsificação, entrou em contato com o proprietário do bar dizendo que iriam encaminhar o fato à polícia Federal. Foi aí que Ivan ficou sabendo da primeira falsificação.

A segunda nota foi parar na mão de um ex-bancário, frequentador do bar. De tão perfeita que a nota era, o cara também não se deu conta do engano. ?Eu só fiquei sabendo porque ele [o cliente] foi pagar o cartão de crédito e aí disseram pra ele que era falsa?, comenta o comerciante.

Ivan teme que a onda de notas falsificadas esteja somente no começo. ?Isso porque o verão mesmo não começou. Imagina quando chegar. Vai vir muita gente de fora?, preocupa-se. Ele acredita que uma quadrilha vinda de fora do estado seja responsável pelas notas falsificadas.

Seu P.P.S., 68, comerciante dos Cordeiros, caiu na armadilha uma vez, mas na segunda já tava de zoio bem aberto. ?É um perigo isso. E quem perde somos nós, comerciantes?, reclama.

Nesta semana, ele pegou uma garoupa enganadora e ficou fulo da vida. Na última terça-feira, apareceu na loja um desconhecido, que comprou um produto que custava cerca de seis pilas e tentou empurrar uma nota de 100 mangos. Seu P. desconfiou que a granina não era verdadeira. ?Mas a nota era perfeita, idêntica?, se impressionou.

Quando o comerciante disse que não ia aceitar, o cliente engrossou com o velhinho e se fez de coitado. ?Ele perguntou se eu tava o chamando de falsário. Ficou brabo, falou palavrões e saiu?, lembra, completando: ?Nem as canetas conseguem detectar se é falsa, de tão perfeita que a nota é.?

Tem que avisar à polícia, diz delegado

O delegado José Dinarte de Castro Silveira, da polícia Federal de Itajaí, admite que esse tipo de crime vem aumentando bastante na região. Ele diz que a PF tem investigado qualquer comunicação de nota falsa, desde as de um real até as de 100. O dotô não deu detalhes sobre a fuçada sob o pretexto de não atrapalhar às investigações, mas informou que cédulas falsas de R$ 50 e R$ 100 são as mais comuns.

O golpe acontece principalmente em pequenos comércios, onde as pessoas não percebem a armadilha. ?Sempre é recomendado registrar queixa na polícia civil, até pra sabermos a real quantidade de cédulas falsas circulando?, orienta.

Não repassar a cédula pra outro trouxa também é orientação da polícia. O delegado alerta que passar pra frente dinheiro falso é crime.

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