• Postado por Tiago

A dona de casa M.V., 32 anos, já passou três vezes pelo mesmo perrengue na Caixa Econômica Federal de Navegantes. A mulher vai até o atendimento eletrônico, faz o processo de saque com cartão, mas na hora de pegar a grana, ela não aparece na boca do caixa. O pior é que o dinheiro é descontado da sua conta. “A Caixa Econômica até reembolsa, mas leva 72 horas”, reclama a dengo-dengosa, sem saber que ela e outros clientes podem estar sendo vítimas da bandidagem, que anda usando fitas adesivas pra surrupiar o dindim do povão.

M. tá cabreira com a situação. Conta que, além dela, o seu sogro também já passou pelo mesmo problema. “A gente tira um extrato, tem saldo na conta, mas na hora de pegar o dinheiro ele não aparece. É complicado”, reclama a dona de casa. Pra ela, três dias pra reembolso é muito tempo pra quem realmente precisa da grana.

É culpa da malacada

José Francisco Zimmermamm, gerente regional de atendimento da Caixa Econômica Federal, já tava sabendo dos casos que andam rolando na agência de Navega. Ele explica que existem duas possibilidades para o reclamo da dona de casa. A primeira é uma falha no sistema do banco e a segunda, mais frequente atualmente, é a ação da bandidagem, que coloca uma fita adesiva na boca do caixa eletrônico pra surrupiar a grana do povão.

Os safados costumam agir mais durante à noite e aos finais de semana, diz Zimmermamm. Os bandidos chegam em bando, colocam a fita adesiva na boca do caixa e ocupam as outras máquinas, pra quando o cliente entrar, utilizar exatamente o caixa da armadilha. “A gente pede pros clientes ficarem atentos à movimentação, porque os bandidos geralmente estão em mais de dois”, alerta.

O chefão regional da Caixa afirma que o banco tá tomando as medidas necessárias pra resolver o perrengue e garantiu que os clientes serão ressarcidos do preju. “O tempo de 72 horas é o período que o Banco Central tem pra identificar o problema, que pode ser no sistema, clonagem e também ação de má fé do cliente”, explicou Zimmermamm.

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