• Postado por Tiago

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Bota desafio nisso: criar os sete filhos numa situação de miséria

Desgraça pouca é bobagem. A dona de casa Marilúcia Gonçalves Cordeiro, 34 anos, por conta de problemas de saúde, amarga o desemprego. Por consequência, tá vivendo na miséria e não tem sequer o que dar neste Natal pros sete filhotes, que cria sozinha. Nem mesmo comida na despensa ela tem.

Lúcia, como é conhecida, não tem condições de trabalhar fora. Tem problemas de visão e mal consegue enxergar as coisas dentro de casa. A idade da penca de filhos de Lúcia vai de sete meses e 15 anos. ?Não tenho nem como botar a minha mais velha pra trabalhar por que ela é dimenor e o conselho cai em cima?, observa.

Pra sustentar o batalhão, a dona de casa ganha um sacolão da prefa todo santo mês. Outra ajuda vem do governo federal. Ela ganha a mixaria de 180 pilas do Bolsa família, já que faz questão de manter a filhada na escola, uma das condições exigidas para receber o benefício. Mas o dindim mal dá pra pagar as contas de e água e luz.

Com o mês está pela metade, a grana já acabou. A consequência é lógica: a comida na mesa escasseou. Mais dura que pedra, Lúcia apela por uma ajuda pra dar aos seus filhos ao menos uma janta descente na noite de Natal. Ela também precisa de fraldas médias pro seu neném. ?Qualquer coisa que chegar tá bom. Vai ajudar a todos nós?, diz, na esperança de que não enfrente mais um Natal de miséria e tristeza.

Além do problema de visão, Lucia está em depressão e mal consegue por o pé pra fora de casa. Ela ficou malzona depois que enfrentou a desgraceira da enchente de 2008. Na época morava no bairro Conde Vila Verde, um dos mais pobrinhos de Camboriú, e viu sua baia ser detonada pela água. ?A minha casa foi condenada duas vezes, mas não tinha como pagar a mudança e continuei morando lá dentro, mesmo com o risco?, conta.

Há três meses ganhou autorização pra viver numa das baiuquinhas construídas pela Cohab no loteamento Santa Regina I. Ela mora na casa 689 da rua Jerusalém.

Quem quiser doar um sacolão, uma caixa de leite ou quem sabe alguns brinquedos, pode ligar pro 9605-3985 e pedir pra falar com Kátia Regina Silva, 40, que é vizinha de Lúcia. ?Tenho uma pena dela tadinha e não posso tá ajudando porque não tenho condições?, afirma a vizinha, que faz de tudo pra amenizar o sofrimento de Lúcia.

Aproveita e pede uma ajudinha

A vizinha Kátia aproveitou a ida do DIARINHO até a casa de Lúcia pra pedinchar uma ajudinha. Ela sofre de artrite e reumatismo nas mãos e pernas. A dor é sua companhia diária e às vezes não consegue nem lavar a louça ou a roupa. Por isso, pede uma máquina de lavar roupa ou um tanque pra facilitar sua vida. ?Pode até ser uma máquina usadinha?, diz.

Como pedir ajuda pra prefa

Quem passa por dificuldades como as de Lúcia ou de Kátia pode pedir um socorro pro pessoal da assistência social da prefeitura de Camboriú. Basta dar um pulo na secretaria, que fica na rua Hercílio Zuque, atrás do ginásio de esportes.

Depois de fazer o cadastro na secretaria, as assistentes sociais fazem uma visita e uma entrevista com a família, pra checar quais suas necessidades. Passada essa fase, pode rolar doação de cesta básica e até encaminhamento mais ágil ao sistema de saúde. ?A gente faz o que pode. Dependendo do auxílio que a pessoa recebe e, se estiver no nosso alcance, a gente faz?, garante Mari Stela de Oliveira, a assistente social.

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