• Postado por Tiago

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Agora, meu nego, nada de papel. Nota fiscal de atacados, distribuidoras e indústrias só no virtual

A partir de 1º de setembro, terça-feira, passa a valer a obrigatoriedade da emissão de notas fiscais eletrônicas para atacados, distribuidoras e indústrias. Luiz Carlos Gonçalves, presidente do Sindicato dos Contabilistas de Itajaí (Sindiconti), alerta que as empresas que não se adequarem ao novo sistema levarão no lombo uma salgada multa de R$ 5 mil por mês. Além disso, como não valerá mais a nota fiscal em papel, a circulação de suas mercadorias passará a ser considerada ilegal.

Com o novo sistema, o governo passa a ter mais controle sobre a circulação de mercadorias e a cobrança de impostos. ?O que muda, principalmente, é o aumento de tempo real da fiscalização, que antes era feita em final de ano, em relatório. Você emite uma nota e ela automaticamente estará dentro dos órgãos fiscalizadores?, explica o contador Osmar Rogge, diretor financeiro do Sindiconti. ?A partir de agora não terá mais como mascarar as compras e as vendas?, completa Gonçalves.

Para os empresários, a vantagem do novo sistema, diz o presidente do Sindiconti, será a economia de papel e do custo de impressão dos blocos de notas fiscais. Além do governo, argumenta Gonçalves, quem sairá ganhando é o meio ambiente. Do outro, quem sairá perdendo será o sonegador e o dono da gráfica. ?Agora não vai mais precisar mandar imprimir os blocos de nota fiscal. Um custo a menos?, diz Gonçalves.

Do papel pro eletrônico

Pra quem anda assustado com a mudança, o contador Osmar Rogge manda o recado. ?Não é aquele mito todo. Na prática o que era papel vai ser eletrônico?, explica.

As empresas precisaram ter programas de computador específicos para poder repassar as informações para outro programa, que é gratuito e distribuído pelo governo. Para os grandes atacados e indústrias, um softer completo pode chegar a custar R$ 100 mil, informa Gonçalves. ?Mas tem soluções mais em conta. Há empresas que fazem programas apenas para o sistema fiscal e aí sai por R$ 10 mil, R$ 12 mil?, tranqüiliza.

Tanto Gonçalves quanto Osmar Rogge também sugerem a contratação de empresas que fazem espécie de terceirização do serviço de emissão. O empresário passa os dados para a empresa que os retransmite para a secretaria estadual da Fazenda. ?Daí você consegue resvolver com 500 reais por mês?, afirma Rogge. ?É uma espécie de data center, você passa as informações para a empresa e ela repassa pra secretaria da fazenda. Pra quem tem dificuldade esse pode ser uma alternativa?, reforça o presidente do Sindiconti.

Ta liberado

Quem vende para o consumidor final não tá obrigado a aderir ao sistema de emissão de nota fiscal eletrônica. Fica valendo o papel ou o cupom fiscal. Mas algumas redes de lojas em Santa Catarina, como a Casas da Água, a Berlanda e a Renner, entraram no sistema. ?Pra quem faz entrega à domicílio e precisa circular com a mercadoria, é vantajoso, pois não precisa andar com a nota fiscal, apenas com a DANFE?, ressalta Gonçalves.

DANFE é a sigla para ?documento auxiliar da nota fiscal eletrônica?. Ela é apenas uma folhinha de papel comum, com o código de barras, que deixa bem mais rápida a conferência nos postos de fiscalização rodoviários e, assim, reduz o tempo de viagem dos caminhoneiros que fazem o transporte da mercadoria da loja.

Gonçalvez acredita que muitos empresários não estarão com o novo sistema a partir de terça-feira que vem. ?Quem ainda não está pronto, tem que ir com o contador na secretaria da Fazenda e fazer uma justificativa. E tem que ir logo. Se não tomar providência nenhuma, a multa de R$ 5 mil por mês vai estar correndo?, alerta.

Vantagens

Para o vendedor ? reduz custo com impressão e com compra de blocos tempo dos caminhões nos postos fiscais, além de diminuir o tempo dos caminhões nos postos fiscais

Para o comprador ? não vai precisar digitar as notas no recebimento de mercadorias, pode planejar a logística de entrega pela recepção antecipada das informações da nota e reduz erros de escrituração

Para o governo ? terá maior controle fiscal e pode compartilhar informações entre órgãos públicos

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