• Postado por Tiago

Pedro perdeu 59 pontos na carteira por cagadas que não cometeu

Há seis meses o motoboy Pedro Rodrigues da Silveira, 27 anos, de Floripa, gasta tempo e sola do sapato tentando se livrar de uma renca de multas que ele ganhou de presente depois que seu carro foi clonado em Balneário Camboriú. São mais de R$ 2 mil em canetaços, e nada menos que 59 pontos descontados de sua carteira de motorista. ?A gente corre de um lado pro outro e não consegue se livrar dessas multas?, reclama.

A primeira carcada rolou no dia 21 de novembro. Depois dessa, foram outras 11. O oba-oba só terminou no dia 27 de dezembro, quando o clone do Mercedes Classe A, placa MFL-9090 (Floripa), foi guentado na rua Marrocos, no bairro das Nações.

Dentro do possante foi encontrado um revólver Taurus calibre 32, duas pedras de crack e um papelote de cocaína. Ezequiel Negretti, 22 anos, e André Felipe Severino, 21, foram presos e levados pra depê. O dublê do Classe A foi recolhido pro pátio do bairro Taboleiro, em Cambu.

No dia nove de janeiro, depois de ter recebido as notificações das multas colecionadas pelo clone, o dono do carro verdadeiro pintou em Balneário Camboriú pra saber o que tava rolando. Sem conhecer a city, parou a primeira baratinha da PM que viu e conseguiu que o policial o levasse até a delegacia.

Ele descobriu toda a história do dublê apreendido, e conseguiu um laudo da polícia atestando que seu carro tinha mesmo uma cópia. Desde então, tenta silivrar dos canetaços. ?Em Floripa, me dizem que o problema é em Balneário. Em Balneário, me dizem que é em Floripa. Em outubro vence o licenciamento e eu não posso pagar nada enquanto o carro tiver todas essas pendências?, siqueixa.

Ontem à tarde, ele carregou a família toda pra frente do pátio de carangas apreendidas pra tentar pelo menos fotografar o clone e provar a falcatrua pro pessoal do Detran. Mas não conseguiu ter acesso ao carro.

Não pode

Uma funcionária do pátio, que não quis ter seu nome divulgado, disse que não é permitida a entrada de alguém que não seja dono de um dos veículos apreendidos. ?Não podemos permitir?, afirmou.

Depois de muito corre-corre, Pedro conseguiu, finalmente, que um funcionário da delegacia regional do Balneário resolvesse seu problema. ?Me disseram que agora, finalmente, parece que vai dar certo?, disse.

Anderson de Oliveira, que atendeu Pedro na depê, não soube dizer por que tá demorando tanto pra que ele se ver livre das multas. Mas explicou que casos como o dele só são resolvidos em segunda instância. ?Na primeira vez que ele recorreu o processo foi indeferido porque só é analisado algum erro na ocorrência. Só em segunda instância se analisa o mérito?, disse. O caso foi encaminhado pro pessoal do fundo municipal de trânsito (Fumtran) do Balneário e tem 90 dias pra ser julgado.

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