• Postado por Tiago

Alexandre Bianchi mora em Brasília e há 18 anos vem com a família no verão visitar os parentes de Itajaí. Na sexta-feira, saiu pra jantar. Em Cabeçudas, um restaurante não aceitava cartões de crédito. Na Beira-rio, percebeu que poucos estabelecimentos estavam abertos e quando entrou num a cozinha já estava fechada às 21h. O jeito foi rangar em Balneário Camboriú.

Pra piorar a impressão de Alexandre em relação ao atendimento voltado pro turista, no sábado um transatlântico desembarcou no píer e o leitor bizolhou que não havia nenhuma loja aberta na Hercílio Luz. Somente as réplicas das lojas históricas ao lado da praça Vidal Ramos atendiam a gringalhada e a velharada que descia dos naviozões. “Se a prefeitura fala em expandir turisticamente a cidade, por que lojas, restaurantes e afins não compartilham desta ideia?”, questiona. E alfineta: “Todos têm a ganhar. Agora, se a cidade de Itajaí quer ajudar Balneário Camboriú e não seu próprio comércio, que continue assim, pois está no caminho certo!”.

Wagner Souza, secretário de Turismo, diz que já se reuniu com José Dada, presidente da câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), pra conversar sobre a abertura do comércio durante a estadia dos transatlânticos na cidade. Dada, afirma o secretário, teria dito que a ideia encontra rejeição, inclusive entre os trabalhadores.

No sábado, aproximadamente três mil turistas desembarcaram no píer. Wagner garante que todos permaneceram nas praias de Itajaí e circularam pela cidade. “Nós esperamos que isso possa ser entendido que o turismo é um trabalho em conjunto. A conscientização da importância do fortalecimento da economia. Um ganho social em conjunto”, discursa.

Quanto a restaurantes que não aceitam cartão de crédito, Wagner desconhecia a situação, mas garante que vai entrar em contato com o sindicato de Bares e Restaurantes pra falar sobre o assunto.

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