• Postado por Tiago

Alta no preço dos alimentos para animais domésticos ajudou a acordar o dragão da inflação

Era só o que faltava. Resolveram botar a culpa nos gatos e cachorros pela inflação, que cresceu 0,06% na segunda semana de julho. Os sabichões da Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgaram ontem que a danada da inflação passou de 0,31%, entre os dias 1º e sete, para 0,37%, entre oito e 14 de julho. Entre os itens culpados por acordar o sempre esfomeado dragão da inflação, estão os ?alimentos para animais domésticos?. O rango dos bichinhos subiu de 0,24% para 0,83%.

O comerciante Pedro Paulo da Silva, 68 anos, dono de uma agropecuária no bairro Cordeiros, em Itajaí, confirma o veredito dos pesquisadores da FGV: rações para cachorros e gatos realmente aumentaram de preço. O reajuste, informa, chegou aos comerciantes entre 7% e 10%, mas ressalta que nem todas as empresas repassaram o aumento já anunciado com antecedência.

Para seu Pedrinho, quando acontecem aumentos neste tipo de produto, o povão acaba migrando pra rações mais baratas. ?O consumidor com menos posses passa a comprar rações com menos qualidade, mas não deixa de alimentar os animais?, diz.

Custos com habitação aumentaram

Os gastos com habitação também fizeram o dragão da inflação dar essa acordada. Passaram de 0,20% para 0,35%. Este aumento teria sofrido influência do reajuste das tarifas de energia elétrica em vários estados do Brasil que, em média, pularam de menos 0,73% para 0,80%.

Os custos com transporte também ajudaram a botar pra cima a inflação da segunda semana de julho. O álcool consta na lista dos culpados, dizem os sabichões da FGV. Tava em ?3,06% na primeira semana de julho, em relação ao finalzinho de junho, e passou para ?1,89%.

Rango também ajudou a piorar

O preço do rango repetiu a alta de 0,73% verificada na primeira semana do mês. Os principais aumentos aconteceram nos preços das hortaliças e legumes (de ?1,30% para ?0,76%) e frutas (de 0,15% para 0,86%).

Salvaram a pátria

O que evitou que o dragão da inflação soltasse de vez suas labaredas foi a queda nas taxas de vestuário (de 0,44% para 0,42%) e saúde e cuidados pessoais (de 0,29% para 0,26%). No item vestuário, quem salvou a pátria foi o preço das roupas, que passou de 0,61% para 0,53%. No saúde e cuidados pessoais, os heróis foram os medicamentos, que baixaram de 0,61% para 0,53%.

Já nos alimentos, palmas pra batata-inglesa (?14,68%), cenoura (?19,13%), laranja pera (?8,96%) e pro maracujá (?15,18%). Até a alcatra ficou mais barata (?2,8%).

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