• Postado por Tiago

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As irmãs Roberta e Lilian (à direita) se formaram no teatro Carlos Gomes

Já pensou em levar a trilha sonora de sua vida para o dia em que juntar os trapinhos com o bofe escolhido na frente do padre? Pois é este sonho que o grupo musical Tom de Arte se especializou em realizar há quase 10 anos na city peixeira. E neste repertório pode ter de um tudo: dos clássicos Beethoven, Mozart, Bach até Chitãozinho & Xororó, Beatles e Roberto Carlos. Mas, vê lá onde vai rolar a cerimônia, pois não é todo padre que curte essas modernidades.

?Teve uma noiva que pediu pra tocar Roberto Carlos, e como o padre franciscano é mais conservador, disse que aquilo era música de boate e respingou água benta até na partitura. Já a música ?Poeira?, da Ivete Sangalo, acabou entrando pra substituir outra, apesar do veto do padre, então, foi aquela saia justa?, relembra Roberta de Souza Rodrigues Santa, que é prata da casa do DIARINHO e toca violoncelo. Ela toca junto com a irmã Lilian Rodrigues, mais Gláucia Kleis (teclado) e Alessandro Lucindo (violão, saxofone e voz).

Roberta conta que o grupo foi formado em 2000, depois de algumas parcerias feitas a partir de 1996, quando Gláucia foi contratada para cantar no casamento de Lilian. Como o grupo é especializado em casórios, a crise financeira que imperou este ano por causa da desgraceira de novembro passado não chegou a afetar a agenda de apresentações. ?Casamento não tem crise?, comemora. ?Só em agosto não tem casamento porque as noivas não gostam de casar no mês do desgosto?, explica. Já as serenatas rolam sempre nas datas comemorativas, como Dia das Mães, Dia dos Namorados e Dia dos Pais.

As irmãs Rodrigues começam muito cedo no mundo da música por causa da mãe Sônia, que estudou em conservatório, na escola Vila-Lobos e no seminário teológico de música. Ela chegou a ter uma escola de música em São João do Meriti, região metropolitana do Rio de Janeiro.

A família é da igreja Batista, de onde saiu muita diva da música internacional, como Aretha Franklin. Roberta começou a tocar aos sete anos a flauta doce e nesta época ajudou a mãe num trabalho social desenvolvido em Queimados. Depois, aprendeu a tocar piano e aos 11 anos começou com violino. Aos 13 foi pra escola Vila-Lobos. Ela acabou trocando o violino pelo violoncelo por causa de alergia ao breu usado no arco do violino.

A família se mudou pra Itajaí há 15 anos, mas as irmãs não pararam a formação. Elas iam duas vezes por semana pra Blumenau estudar no teatro Carlos Gomes em 94 e 97, e quando faltou professor ganharam uma bolsa para estudar no conservatório em Curitiba. Acabaram entrando pra orquestra de câmara e sinfônica de Blumenau. Roberta saiu quando casou e vieram os filhos. Lilian deu aula no conservatório até 2007, quando também teve bebê.

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