• Postado por Tiago

O vermelhinho subiu 22,83% em outubro

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A cesta básica representa 44,45% do salário mínimo em Itajaí

O tomate tá no banco dos réus. O vermelhinho, que em outubro registrou alta de 22,83%, tá sendo acusado de puxar pra cima o preço da cesta básica em Itajaí. Em outubro, o rango do povo peixeiro ficou 0,69% mais caro do que em setembro. A banana, que teve queda de 10,41%, ajudou a equilibar os valores. Os dados foram divulgados ontem pelos sabichões do curso de ciências econômicas da Univali.

A professora Joseane de Menezes Sternadt, coordenadora da pesquisa da cesta básica em Itajaí, explica que problemas na safra do tomate, em outros estados, fez com que o preço da fruta subisse aqui na Santa & Bela. ?O tomate foi o grande vilão mesmo. Se o tomate tivesse mantido seu preço, a nossa cesta básica teria fechado em baixa?, comenta. Joseane explica que com o verão a procura pelo fruto sobe e com isso o estado compra tomate de outras regiões. O problema é que alguns estados sofreram com chuvas que prejudicaram a produção, fazendo com que o preço do produto aumentasse.

O preço da banana foi o que mais diminuiu. A professora da Univali diz que a fruta, na verdade, voltou à média de preço anterior. O valor tinha subido porque os produtores sofreram com as ventanias na região nos últimos meses e agora a lavoura já se recuperou.

Enquanto o preço da banana depende de questões climáticas da terrinha, o do açúcar teve influência dos estrangeiros. O pó branco subiu 11,88% em outubro. Segundo Joseane, tá faltando açúcar no mercado internacional. A Índia, que era exportadora do produto, passou a importá-lo. A produção da Austrália e da China também caiu. Mas a bomba mesmo veio quando o México e o Egito anunciaram que irão fazer estoques pra abastecer o mercado interno. Todo esse rolo internacional acabou sobrando para o consumir peixeiro, que tá pagando o açúcar mais caro.

Os itens da cesta básica servem pra alimentar uma pessoa durante todo o mês. Em Itajaí, o rango básico ficou em R$ 206,70. Isto quer dizer que a cesta básica abocanha 44,45% do salário mínimo de um trabalhador peixeiro.

Os preços são conferidos em cinco supermercados da city e colhidos na última semana de cada mês pelos sabichões da Univali.

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