• Postado por Tiago

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César Prates deu show mas saiu de campo derrotado

Fazia tempo que o Gigantão das Avenidas não via uma festa bonita como a que rolou no sábado. Enchendo a arquibancada coberta do estádio, os peixeiros viram em campo craques do futebol brasileiro e ex-boleiros que marcaram a história do futebol catarinense e marcilista.

No principal evento do dia, o time dos ?Amigos do Sem Abuso? venceu a turma dos ?Amigos do César Prates? por 11 a 5 no amistoso beneficente que arrecadou 1,3 mil quilos de alimentos. O time vencedor contou com craques como Edno, do Corinthians, Danny Morais, do Inter, e Evandro, do Atlético/MG. No outro lado, César Prates teve a companhia do peixeiro Netinho, do Atlético/PR, Claudemir, do Joinville, e Mauro Ferreira, ex-goleiro e técnico do Marcílio. Antes confirmados, Rafael Coelho, do Figueirense, Gelson, ídolo marcilista, e o tetracampeão mundial Márcio Santos não jogaram.

Firulas em campo

O primeiro gol demorou a sair, até porque os boleiros queriam dar show pro público presente. O mais descontraído, César Prates, deu passes sem olhar pra bola, toques de calcanhar e levantou a galera no Gigantão. ?O intuito é reunir o maior número de jogadores e o importante é participar?, disse o ex-lateral de Real Madrid e Figueirense.

A ideia do evento, além de arrecadar alimento pra galera que precisa, era reunir a boleirada catarinense. Um dos que moram na Santa & Bela é Edno. Nascido em Lages, o jogador do Corinthians tem casa em Floripa e marcou presença com a camisa 10 do time vencedor no amistoso. Ele tentou até um gol de bicicleta, mas sem sucesso. ?Espero que esse jogo possa ajudar os mais necessitados e colocar um sorriso no rosto das crianças?, disse o craque, que fez o segundo gol do seu time.

O jogador corintiano ainda comentou sobre a volta do lateral Roberto Carlos ao Brasil. ?Não o conheço pessoalmente, mas espero que possamos fazer amizade e conquistar títulos em 2010. Vai ser uma honra jogar ao lado de uma fera?, elogiou.

Baita reencontro

Um dos mais aplaudidos pela torcida foi Mauro Ferreira, goleiro que marcou época no Marinheiro nos anos 1980. Ele foi responsável por um grande lance, ao sair nos pés de Edno, e outro bizarro, ao repor a bola com os pés e cair sentado no chão. ?É bom pra rever os amigos e por ser por uma boa causa. A emoção é muito boa, lembra do tempo em que éramos jovens?, diz Mauro, que fez seu último jogo pelo Marcílio em 1991.

O ex-marcilista fez companhia a Netinho no time de vermelho. ?Virou espetáculo, o pessoal pode conhecer mais de perto os jogadores. Tem um sabor especial jogar aqui. Podia ter todo ano?, dá a dica o peixeiro.

Fúria cabreira

Os integrantes da torcida Fúria Marcilista saíram do estádio antes do amistoso em forma de protesto. Eles alegaram que o distintivo do clube, em cima dos bancos de reservas, tava escondido. Os torcedores também fizeram beicinho pra presença dos times das escolinhas do Avaí, que entraram em campo antes do amistoso.

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