• Postado por Tiago

Márcio não pôde entrar no banco por causa das suas botas de trampo

Por causa de uma bota de ferro, Márcio Oroski, 29 anos, gerente de produção de uma marmoraria, não conseguiu entrar na agência da Caixa Econômica Federal, de Balneário Camboriú. O rapaz foi ao banco na tarde de quarta-feira pra pagar uma conta, mas foi barrado na porta giratória porque tava usando a sua bota de trampo, que tem uma biqueira de ferro e não passou pelo detector de metais.

No intervalo do serviço, o rapaz deu um pulo na Caixa pra sacar uma grana pra pagar a prestação do seu carango. Como os caixas eletrônicos tavam com problema, foi orientado por uma funcionária a fazer a transação no balcão. Tentou passar pela porta cinco vezes e em todas foi barrado. A cada tentativa botou na caixinha um objeto. Foi celular e chaves, até ele mostrar que o metal tava na ponta da sua bota. ?O segurança não me deixou entrar e o gerente fez pouco caso?, lascou.

Como não podia fazer a transação, pediu que seu celular, carteira e chaves, que tavam no compartimento da porta giratória, fossem devolvidos. Ele conta que o guardinha se negou a devolver e pediu que ele mesmo enfiasse a mão lá dentro. Como sua mão não cabe na caixa, o cara ficou indignado. Ele chegou até a baixar as calças pra mostrar que não tava usando nenhuma arma.

Equipamento

Márcio é obrigado a usar a bota que tem a ponta de ferro. Como visita obras o tempo todo, não pode tirar o equipamento de proteção. ?Se eles me pegam sem o equipamento de segurança ganham multa e eu justa causa?, conta. Depois de tanto transtorno, o rapaz procurou uma advogada e pretende entrar com processo conta o banco por preconceito e danos morais.

A bronca de Márcio deverá bater de frente com a gerência da Caixa. O gerente geral em exercício da agência, Anízio de Almeida Filho, afirma que é lei impedir que pessoas com objetos metálicos entrem no banco. Conta que, mesmo que o rapaz prove que não está armado, não pode permitir que o cliente entre no banco com a bota de ferro. ?A segurança está acima da minha vontade pessoal. Acima da minha individualidade está a segurança da coletividade?, explica.

A medida é tomada pra evitar que algum espertinho use o recurso pra meter um assalto no banco e arrisque a vida dos clientes e funcionários que tão trancafiados lá dentro. Anízio ainda afirma que não tava por dentro do caso de Márcio, mas garante que os funcionários do banco não tão de picuinha pra cima do cliente.

Parecido

No início do mês, a pendenga com porta de banco foi da jornalista Maria Teodora Silva, 52. Ela registrou boletim de ocorrência e entrou na justiça contra a agência do Banco do Brasil, em Balneário Piçarras, depois de passar o maior vexame ao tentar passar cinco vezes pela porta e ser barrada em todas as tentativas. A muié conta que tirou tudo que tinha de metal e mesmo assim ainda foi impedida de entrar no banco.

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