• Postado por Tiago

Pra quem acha que o fim da escravidão, que oficialmente aconteceu em 1888, deu um basta nos problemas dos afrodescendentes no Brasil, é porque não conhece as estatísticas que colocam os negros brazucas em condição de desigualdade social. Dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), relativos ao mundo do trabalho, revelam que a miséria e a falta de chances para acessar uma vida mais digna andam lado a lado com o racismo.

Homens e mulheres afrodescendentes são maioria nos setores de atividade econômica que exigem maior jornada de trabalho. Um exemplo é o emprego doméstico, onde ocupam 60,8% dos postos de trabalho. Em trampos que exigem maior força física também são a maioria. Na construção civil, representam 59,5%.

Mas os dados que demonstram a diferença de tratamento entre negros e outras etnias no Brasil vão além. Dos trabalhadores que enfrentam a informalidade e que, por não terem carteira assinada, perdem direitos básicos como aposentadoria, 13º salário, férias e depósito do fundo de garantia por tempo de serviço (FGTS), os descendentes de africanos trazidos como escravos para o mais rico país da América do Sul representam 55,3%. Dos empregados com carteira de trabalho assinada, eles são apenas 43,2%, e na administração pública são 41,3%, também minoria.

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