• Postado por Tiago

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Traficante foi preso dormindo em fazenda de amigo, ligado ao PCC

O que parecia impossível aconteceu na madrugada de domingo na cidadezinha paraguaia de Ybi-Yaú, na fronteira com Paranhos, no Mato Grosso do Sul. Agentes da secretaria nacional Antidrogas do Paraguai (Senad) botaram as algemas em Jarvis Gimenes Pavão, 41 anos, um dos maiores traficantes de cocaína do Brasil. Morando no Paraguai, por quase uma década e meia ele abasteceu o sul brasileiro e até a Europa com toneladas de branquinha. O barão do pó, como ficou conhecido, tava na fazenda de outro bandidão poderoso, Carlos Antonio Caballero, o Capilo, parceiro de Fernandinho Beira-Mar e apontado como um dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PPC), facção criminosa que domina os presídios de São Paulo. Um grupo de 10 agentes invadiram a fazenda conhecida como hotel, localizada a cerca de 35 quilômetros ao norte do sítio Quatro Filhos, que pertence a Pavão.

Pavão tava pedido pela justa paraguaia por lavagem de dinheiro desde maio de 2006. Além disso, era procurado por ter ligações com o tráfico de drogas e de armas. Ele também é considerado um prisioneiro valioso pela justiça americana especializada em tráfico de drogas. No Paraguai o traficante enfrentará julgamento por lavagem de dinheiro e não por tráfico de drogas. O juiz do caso, Pedro Darío Portillo, confirmou o julgamento lembrando que o brasileiro também enfrenta um pedido de extradição para o Brasil

Caíram junto com os bagrões brasileiros Alexandre Carvalho, 30, e Daniel Ferreira dos Santos, 26, além do paraguaio Hugo Orlando Escobar, 30. Como vingança pela prisão de Pavão, três bandidos foram assassinados na tarde de domingo por pistoleiros desconhecidos. A polícia acredita que os mortos sejam de uma quadrilha rival.

Pavão ficou milionário com um império do tráfico que começou em Itajaí e Balneário Camboriú, nos anos 90. Na região ele montou uma megaquadrilha, que comandava até os morros de Floripa, e que caiu aos poucos nas mãos da polícia federal. Pedido pela dona justa brasileira, o traste se refugiou em um sítio na cidade de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, que faz fronteira com Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, cidade natal do trafica. Na Maravilha do Atlântico ele tá devendo 17 anos de jaula.

No país vizinho, além de um megaesquema de segurança, o traste pagava propina pra polícia local, que fazia vistas grossas pro esquema de tráfico de cocaína. As policiais federais de Brasil, Paraguai e até dos Estados Unidos se juntaram pra seguir os passos de Pavão. Através das escutas telefônicas feitas pelos agentes brasileiros fornecidas às forças paraguaias, o Senad descobriu o esconderijo dos safados e pegou a bandidagem dormindo, na operação batizada de Capricórnio. O local era de difícil acesso, mas os bandidos acreditavam que nunca seriam presos e até aliviaram a vigilância. Não tiveram tempo nem de reagir.

Depois da prisão, os bandidos foram transferidos para Assunção, capital do Paraguai, onde tão guardados na sede da Secretaria Antidrogas, sob forte esquema de segurança. O translado foi realizado de helicóptero do lugarejo onde foram capturados, numa viagem de cerca de 450 quilômetros.

No atraque certeiro os agentes guentaram também uma dinherama e um arsenal de fuzis e pistolas. Os traficas tinham guardado no sítio de Capilo 4500 reales, 37 milhões de guaranis (cerca de R$139 mil) e U$10 mil dólares. Pra se defender, os caras carregavam três fuzis, duas escopetas e quatro pistolas, além de carregadores e munição pras bichinhas.

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