• Postado por Tiago

Galera é obrigada a se arriscar em cima da estrutura capenga

O deque construído pra ancorar a balsa que faz a travessia do rio Camboriú, entre a barra sul e o bairro da Barra, na Maravilha do Atlântico, tá virado numa armadilha. Há mais de 20 dias uma porção de tábuas se soltou da estrutura que segura a plataforma e o piso ficou bambo. Mas a prefa não se mexeu pra resolver o problema. Pra quem depende do vai-e-vem dos barquinhos, a falta de segurança é um baita descaso. ?O perigo é isso afundar e o pessoal quebrar um braço ou uma perna?, diz o morador M.C., 56 anos.

Ele conta que o estrago rolou durante o festerê de Ano Novo. O povão que queria assistir à queima de fogos na praia Central resolveu se acotovelar bem em cima do trapiche. O peso era tanto que a estrutura de madeira não segurou o tranco e começou a soltar. ?Teve gente que começou a pular aqui em cima. Tiveram que chamar a polícia pra tirar o pessoal. Senão despencava tudo?, conta.

O problema é que a plataforma tem muito movimento durante o dia todo, de gente que entra e sai da Barra. O povão é obrigado a passar por cima das tábuas soltas pra chegar até a balsa. ?Dependendo do horário, conforme muda a maré, fica pior. Cada vez que a maré sobe o trapiche fica muito bambo, não tem condições de passar. Tá um perigo?, diz a diarista Valdirene Fernandes, 40.

A situação também é difícil pra auxiliar de serviços gerais Eliana Rahn, 45, que mora na Barra e trabalha no centro de Balneário. ?É perigoso alguém pisar em falso aqui. Além disso, a rampa de subida é muito estreita. A gente mal consegue passar?, comenta.

O mesmo problema sente a artesã Patrícia Vieira, 29, que caminha a cidade toda junto com a mãe, que tá na cadeira de rodas, pra vender seus produtos, e volta e meia faz a travessia pela balsinha. ?Fizeram essa rampa com degraus, não tem como um cadeirante ou alguém com uma muleta passar. Deveriam pensar isso melhor?, acredita.

Tomada de preços

O secretário de Obras de Balneário, Valmir Pereira, disse que fez ontem orçamentos pra ver onde a madeira necessária pra arrumar o trapiche vai sair mais em conta. ?Vamos ter que fazer um reforço da estrutura ali?, contou.

Se tudo der certo, a compra será feita ainda hoje. Só então os barnabés vão botar a mão na massa. ?Acredito que a obra leve mais ou menos uma semana. Na semana que vem já poderemos ter tudo arrumado?, informou.

Quanto às queixas sobre a falta de acessibilidade da rampa, Valmir disse que vai dar uma bizolhada no local. ?Os degraus foram colocados pra evitar que as pessoas escorreguem e caiam. O correto seria que as rodas das cadeiras de rodas passassem por fora desses degraus. Se isso não tá acontecendo, vamos olhar e talvez serrar uma parte desses degraus?, prometeu.

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