• Postado por Tiago

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Malaco também é acusado de ter participado do atentado ao presídio

A puliça colocou detrás das grades, ontem de manhã, o traste que mandou matar o pintor Nickson Roger de Moraes Bezerra, 26 anos, executado com um tirombaço na cabeça no bairro da Barra, em Balneário Camboriú, na noite de quarta-feira. O mequetrefe é conhecido dos homisdalei porque participou de um atentado à delegacia da muié, em maio, e tava livre, leve e solto porque a dona justa fez corpo mole pra deixá-lo atrás das grades.

Nickson foi morto por volta das 22h. A vizinhança da rua Jardim da Saudade estranhou quando ouviu três disparos de arma de fogo e correu pra ver o que tinha rolado. Encontraram o cara caído na chón, em meio a uma poça de sangue, no pátio da casa de número 487, que pertence à aposentada Alzira Rodrigues, 68.

A mulher disse que o rapaz entrou correndo no seu portão, fugindo de alguém. O assassino fez Nickson ajoelhar no chão antes de mandar-lhe um tirombaço certeiro, em cima do olho direito.

Os vermelhinhos foram chamados e tentaram socorrer o cara, mas ele já tinha partido dessa pra uma melhor. O corpo foi levado pro Instituto Médico Legal (IML) da Maravilha do Atlântico, e a bronca ficou sob a responsa da puliça civil.

Os tiras passaram a ouvir os bizolhudos de plantão, que contaram que o assassino tinha fugido num Fiat Brava, verde, placa KIG 9580. A partir daí, não foi difícil descobrir quem tava envolvido na treta. A delegada Magali Ignácio, que coordenou as bizolhadas, descobriu que o carango pertencia a Ademir Antunes, 25 anos, velho conhecido dos homisdalei.

O mequetrefe tinha sido grampeado em julho, pelos homis da central de investigações do Balneário, depois de ter sido identificado como um dos malacabados que meteram bala na depê da muié, no dia 18 de maio. Ele ficou um tempo trancafiado no cadeião, em caráter temporário, e chegou a ter sua prisão preventiva pedinchada pela puliça. Mas a dona justa deixou passar o prazo e Ademir acabou liberado.

Enfim, preso

Ontem de manhã, foram os tiras da central de investigações, dinovo, que ficaram com a tarefa de meter o cara atrás das grades. Eles descobriram que Ademir, que mora no bairro dos Municípios, tava na área, e ficaram de tocaia esperando pelo traste. Por volta das 8h30, viram o mulambento sair de sua baia, na rua Campos Novos, pilotando o Fiat Brava, e o seguiram.

Ademir foi parado quando tava na Quinta avenida e ganhou o teje preso. Os homisdalei foram então pra sua casa, com um mandado de busca em mãos, pra tentar achar a arma usada no crime. Mas o berro não foi encontrado.

Pelas informações da polícia, Ademir e Nickson andavam traficando porcarias. Por conta de umas negociações, o pintor ficou devendo R$ 500 pra Ademir, que vinha tentando cobrar a dívida e já tinha ameaçado o rival de morte. Ele teria acertado o assassinato de Nickson com um comparsa e ficou esperando no carro enquanto o serviço era feito.

Mas, em depoimento, Ademir disse que não teve nada a ver com o crime. Ele jurou de pés juntos que só deu uma carona pra um amigo, que tinha uma bronca com o pintor, mas disse que não sabia que tava pra rolar a desgraceira. A puliça tá agora à cata do atirador, pra esclarecer o caso.

Irmã diz que mano não tinha dívida

A irmã de Nickson, Aline Patrícia Moraes da Silva, 20, procurou o DIARINHO, pra dar a sua versão dos fatos. Diferente do que a dona da casa Alzira Rodrigues, 68, contou à reportagem na quinta-feira, a moçoila diz que seu irmão estava dentro da casa quando rolou o crime.

Afirma que seu irmão foi chamado pelo neto da véia pra entregar uma moto naquela baia. ?Tinha um garoto na casa dele que estava escondido e fez aquilo. Foi tudo uma emboscada?, lascou. Dona Alzira disse que o rapaz teria entrado correndo na sua casa, fugindo de um atirador maluco.

Aline garante que Nickson era trabalhador, levava a vida como pintor e não tinha nenhum envolvimento com a bandidagem ou com o tráfico de drogas. Diferente do que o povão comentou à boca miúda, garante que o homicídio não rolou por conta de uma dívida de 500 pilas. ?Não estava devendo nada. Ele fez isso de graça, porque é um amigo da onça?, lascou, referindo-se ao assassino.

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