• Postado por Tiago

O prefeito de Floripa tentou, na segunda-feira, botar mais documento na papelada para se defender do inquérito de cassação que vem sofrendo. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) olhou bem pra ele e disse nananina-não.

O inquérito contra Dário Berger (PMDB) é uma denúncia da coligação Amo Florianópolis (PP/PTB), do Esperidião Amin (PP), derrotado nas urnas nas últimas eleições municipais. A oposição diz que Berger não tava dentro da lei quando se reelegeu prefeito de Floripa.

Isso porque, antes do primeiro mandato na capital, ele já tinha sido duas vezes prefeito de São José, município vizinho. Depois que acabou de dar as cartas por lá, ele aproveitou que não podia tentar um terceiro mandato e mudou seu domicílio eleitoral pra tentar a prefa mané. E ganhou!

Acontece que no ano passado ele foi candidato à reeleição e acabou derrotando o Amin nas urnas. O mandato que começou em janeiro de 2008 seria o quarto consecutivo do político. Todo mundo sabe que os engravatados só podem se reeleger uma vez. Ele foi classsificado na categoria de prefeito “itinerante”. Segundo o dicionário, itinerante é um viajante, que percorre itinerários.

O caso tá sendo julgado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina. O documento que a defesa do prefeito queria anexar ontem era uma folha que mostrava que Berger mudou seu domicílio eleitoral de São José pra Floripa. Só que o prazo pra entregar os documentos já tinha acabado. A defesa alegava que entregar o comprovante era produzir uma nova prova contra a cassação de Berger.

Seis juízes decidiram por unanimidade que é bobagem parar tudo só pra botar essa folhinha. “Não passa de uma singela folha com os dados do novo domicílio do requerente”, alegaram, em nota. Todo mundo ir contra deu um cagacinho na raça do prefeito, que não quer perder a cadeira mais importante da cidade. O julgamento deve rolar só na primeira quinzena de junho.

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