• Postado por Tiago

A novela que envolve a construção do condomínio chiquetoso Campo de Golf, em Camboriú, acaba de ganhar mais um capítulo. O tribunalzão da 4ª região, em Porto Alegre, aceitou um recurso do ministério público federal (MPF) e mandou paralisar as obras dinovo. Há um mês, a pendenga tinha sido anulada pela dona justa federal peixeira, que acusou o MPF e o Ibama de meterem o bedelho onde não foram chamados e liberou a empreitada.

O condomínio, projetado pros ricaços, foi denunciado pelo Ibama e pelo procurador Roger Fabre, do MPF, por conta de danos graves ao meio ambiente em áreas de preservação permanente, como mangues, margens de rios e nascentes e terrenos cobertos de Mata Atlântica. Ainda em 2007, parte da deduragem foi aceita pela dona justa, que proibiu as empreiteiras Irtha Empreendimentos Imobiliários e CCSP – XXI Empreendimentos Imobiliários de mexer nas áreas próximas aos cursos d´água.

O ministério público achou que a carcada ainda era pouca e, no ano passado, conseguiu convencer o pessoal do tribunalzão da 4ª região a embargar a obra toda. A ação também respingou na Fatma, que responde por ter autorizado a obra polêmica.

O último perrengue envolvendo a obra tinha rolado no mês de maio, quando o juiz Antonio Fernando Schenkel do Amaral e Silva, da dona justa federal de Itajaí, disse amém a um pedincho dos advogados das construtoras e anulou o processo. O dotô lascou que a área não é de competência do MPF e do Ibama, que tavam metendo o nariz onde não foram chamados.

Injuriado, dotô Roger Fabre recorreu dinovo ao tribunalzão e levou a melhor. A sentença, caneteada pelo desembargador Márcio Antônio Rocha, diz que o caso já tinha sido analisado e repetiu o canetaço dado no ano passado.

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