• Postado por Tiago

Os turistas que lotam Floripa às vésperas do réveillon tão sofrendo com a infra-estrutura capenga da cidade. Os principais problemas são o trânsito, que vive atravancado em vários pontos da ilha, e a falta d’água, que obriga o pessoal a apelar pra caminhões-pipa e pra famosa e nem sempre eficaz “Dança da Chuva”. Vendedores ambulantes clandestinos aos montes também ajudam a tumultuar a temporada na capital.

Nas praias do norte da ilha, como na Lagoinha e Ponta das Canas, o perrengue da falta d’água tem sido amenizado com caminhões pipas. Já na praia do Forte, ao lado da badalada Jurerê Internacional, um problema na bomba que joga o líquido precioso praquelas bandas foi solucionado e a garantia é de que hoje o abastecimento volte ao normal. Na praia dos Ingleses um problema na rede de distribuição deixou o povo sem água ontem.

A diretora da Casan na Grande Floripa, Adeliana Dalponte, se limita a dizer que a culpa é do povo que tá gastando água além do limite que a empresa pode fornecer. A companhia vai manter caminhões pipas abastecendo a região durante o feriadão pra tentar evitar que muita gente fique na mão nos próximos dias.

Paciência!

Outro tormento dos veranistas tem sido chegar às praias. O acesso ao norte da ilha, via SC-401, vai mais ou menos tranquilo até o trevo de Jurerê. Dali pra frente, querer chegar a Canasvieiras ou a Ingleses é exercício de muita paciência. Com o fim do trecho duplicado, é possível levar até três horas pra percorrer um intervalo de não mais de seis quilômetros até à orla.

Se pro norte o troço tá travado, pro sul a situação não é diferente. Os congestionamentos, após as 9h, são constantes. A polícia Rodoviária Estadual tem tentado dar uma força, mas é muito mais carro do que a SC-405 pode suportar.

Tá liberado!

Pra completar o inferno da turistada na ilha, ao chegar à praia, começa a abordagem dos ambulantes. Vendedores de castanhas, óculos de sol de origem duvidosa, bijuterias, roupas, bebidas e rango trabalham livres e sem credenciamento. A fiscalização não tem dado conta de tirar os clandestinos da orla. “Nossa orientação é que as pessoas evitem consumir produtos oferecidos por estas pessoas”, diz o secretário de Serviços Públicos, José Carlos Hauen. O abobrão afirma que os fiscais estarão nas praias no feriadão pra tentar pegar a turma fora da lei.

  •  

Deixe uma Resposta