• 01 dez 2009
  • Postado por Tiago

A temporada de verão nem começou ainda, mas o povão já começou a se matar afogado no litoral da Santa & Bela. Três pessoas morreram nas praias da região em menos de dois dias. As tragédias rolaram em Palhoça, Itapema e em Barra Velha. O último a entrar pras estatísticas escabrosas foi o mestre de obras Rosenildo Lazzaretti de Oliveira, 20 anos.

O rapaz terminou o trampo pelas 19h de segunda-feira na empreiteira Paraná e resolveu dar um mergulho na praia de Itajuba, em Barra Velha. Entre um mergulho e outro, se afogou.

O povão que caminhava pela praia viu o corpo boiando e chamou os bombeiros de Barra Velha, que entraram na água, mas Rosenildo já tinha partido pro além. Ele foi mais uma vítima do marzão de meu Deus da região. Na tarde do domingão, a estudante peixeira Lucimeri Oliveira Sant’ana, 16, partiu pra terra dos pés juntos na praia de Itapema, pertinho do posto da polícia Rodoviária Federal (PRF).

Também no domingo, Roberto Oliveira, 18, desapareceu nas águas da praia da Guarda do Embaú, em Palhoça, na Grande Floripa. Deste então, os bombeiros fazem buscas com ajuda de jet sky e bote inflável, mas até o fechamento desta edição não encontraram nem sinal do adolescente.

Como a temporada de verão não começou ainda, não tinha muitos guarda-vidas por perto quando rolaram as desgraceiras. Pra evitar mais afogamentos, os bombeiros alertam pros riscos do mar.

O coordenador dos guarda-vidas da praia de Itapema, Robson de Almeida Hoffmann, explica que os banhistas geralmente não conhecem os perigos do marzão e devem sempre pedir orientação pros vermelhinhos sobre onde é o melhor local pra encarar a água.

É recomendável que o veranista não vá nadar no fundão, observe se as bandeiras são amarelas ou vermelhas e não entre na água com o bucho cheio de comida ou bebida alcoólica. “A pessoa fica com os reflexos comprometidos e num caso de perigo terá dificuldade de sair da água”, conta.

Caso esqueça as medidas, encare o marzão e entre numa corrente de repuxo, o soldado Almeida explica que não se deve entrar em pânico e nadar contra o fluxo. “A corrente é muito forte e vai arrastá-lo. Tem que nadar na diagonal, paralelo à praia, que logo conseguirá sair”, garante.

Se o povão vir alguém se afogando, não pode entrar na água e tentar virar herói de fim de semana. A galera deve fazer sinais com os braços pra chamar os guarda-vidas. Caso contrário, podem fazer besteira e se transformarem em vítimas também.

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