• Postado por Tiago

Chinês foi encontrado caído entre patrola e retroescavadeira

Um acidente misterioso marcou o início da manhã de ontem em Balneário Camboriú. Um turista aposentado, que veio visitar a filha na city, morreu atropelado pelas máquinas da prefa que faziam o trampo de tapa-buraco na praia Central. O tiozinho corria na orla e foi encontrado malemal caído entre a patrola e a retroescavadeira. Ninguém sabe como o acidente, que aconteceu às 5h, aconteceu.

O funcionário que fiscaliza o serviço dos peões de obra, Assis Cecílio Pereira, 37, viu o chinês Tang Ming Siung, 69 anos, caído no meio das duas máquinas, que trabalhavam na altura da rua 2400. ?Só vi uma pocinha de sangue. Cheguei perto, ainda virei ele e ele deu um berro, mas depois apagou?, conta. O chinês foi atendido pelos bombeiros, mas tava inconsciente, com um corte na cabeça, por onde perdeu muito sangue, e com o peito machucado, como se estivesse sido atropelado. O tiozinho foi levado em estado grave pro pronto-socorro do hospital Santa Inês e uma hora depois não resistiu aos ferimentos, e morreu.

O corpo foi encaminhado pra necropsia no instituto Médico Legal (IML). O laudo só deverá sair em 10 dias, mas os médicos já adiantaram que a causa da morte foi a batida na cabeça e o machucado na altura do peito, que atingiu os órgãos vitais do coitado. Os machucados indicam que Tang pode não ter visto a máquina quando foi atingido.

Mesmo tendo essa suspeita, ninguém sabe explicar ao certo como rolou o acidente. Os operários da patrola e da retroescavadeira, Vanderson da Silva, 32, e Luís Maciel, 56, garantem que não viram nada. Só notaram que o chinês tava caído entre as máquinas depois que foram avisados pelo colega de trampo. ?Estava escuro, mas tínhamos como ver onde estávamos. Tinha as luzes das máquinas, da praia, mas nós não tínhamos visto ele? garante Luís.

Enterrado em Sampa

Tang, que não é o suco em pó, era comerciante aposentado, natural de São Paulo, e será enterrado por lá. Ele deixa uma filha e dois netos que moravam num prédio da rua 1001. O chinês vinha constantemente pra Balneário Camboriú, onde visitava a filha e aproveitava a Maravilha do Atlântico.

Ontem, a equipe do DIARINHO tentou contato com o genro da vítima, mas ele tava muito abalado e preferiu não comentar o assunto. A zeladora do edifício, Elis Raquel da Silva Matos, foi a primeira pessoa a ser comunicada da tragédia. Estava na portaria quando um colega de Tang, que também corre na praia, chegou pra avisar a família. A mulher conta que o aposentado tinha o hábito de sair bem cedinho pra dar suas corridas na orla. ?Pouco via ele por que saia cedinho, mas toda vez que voltava procurava cumprimentar e ser muito simpático?, disse a zeladora.

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