• Postado por Tiago

Tem turista de Balneário Camboriú que tá fulo da vida com o pessoal da prefa de Balneário Camboriú. O agricultor Gilson Rotili, 42 anos, e o aposentado Antônio Nicole, 55, querem que sejam permitidas as mesinhas de botoqueiros na areia da praia. A colocação de mesas foi proibida na semana passada.

Os denunciantes são turistas de locais diferentes do Brasil. Seu Gilson é do Mato Grosso do Sul e Antônio é gaúcho. Mas os dois sijuntaram pra reclamar da prefa. Dizem que não têm onde depositar as suas bebidas enquanto batem papo sentados na areia, de frente pro marzão do balneário mais badalado do sul do mundo.

A pendenga começou na sexta-feira, depois que fiscais da prefeitura deram uma varredura na praia e recolheram todas as mesinhas de madeira que eram colocadas pros banhistas que compram rango e bebidas nos quiosques da beira-mar. “Em qualquer praia que eu vou eles botam as mesinhas e aqui, que é uma praia super conhecida, eles proíbem”, reclamou Antônio.

Gilson também diz que já rodou por muitas praias onde é permitido o uso das mesinhas e garante que elas não atrapalham os turistas. “Não temos mais mesinha onde botar a caipirinha. Agora temos que botar na areia”, argumenta.

Tá na lei

Gilberto Hostins, diretor de fiscalização da secretaria da Fazenda, garante que a retirada das mesinhas não foi sacanagem com os turistas. Afirma que as mesas, mesmo que sejam pequenos caixotes de madeira, são proibidas por lei porque ocupam espaço na faixa de areia. “Fazemos o que está previsto em lei e tivemos que recolher porque os proprietários estavam abusando. Eles só querem saber de dinheiro e depois ficam chorando”, lascou.

A retirada rolou depois de denúncias anônimas. Gilberto não soube especificar o número de vendedores flagrados, mas afirmou que eles foram apenas avisados. Caso um comerciante seja flagrado dinovo colocando as mesinhas pros clientes, pode ser multado em até R$ 1 mil e ter o alvará recolhido, informa.

O problema vai além das mesinhas. Na sexta-feira rolou um bafão entre os proprietários de barracas de milho e churros que alugam as cadeiras e guarda-sóis e os fiscais da prefa. Alguns barraqueiros ultrapassaram o limite permitido de 25 guarda-sóis e 50 cadeiras e partiram pra cima dos fiscais que recolheram os objetos. Sobrou até pros abobrões e barnabés que participavam de uma solenidade na praça Almirante Tamandaré. Nem o vice-prefeito Cláudio Dalvesco, que foi acalmar os ânimos, escapou de escutar poucas & boas.

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