• Postado por Tiago

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Gatinhas e gatões desfilaram pela orla mais balada do litoral norte

Para espanto dos locais, a avenida Brasil, principal centro de compras em Balneário Camboriú, tava praticamente vazia ontem de tarde. Nos barzinhos ao longo da avenida, tinha pouca gente bebendo uma cervejinha. Os shoppings também registraram pouco movimento. Mas no último final de semana de 2009, São Pedro deu uma baita força pra galera que veio curtir as festas de fim de ano e botou um solzão no céu, levando milhares de turistas à Praia Central.

Quem se aventurou no meio do mar de gente, teve dificuldade até pra estacionar a cadeira, mas ninguém arredou pé da praia. Para as irmãs Ilza Lira, 53 anos, e Eledir Silva, 51, que chegaram ontem em uma excursão de Cianorte (PR), só deu tempo de jogar as malas dentro do hotel e correr pro mar. ?Foi a primeira coisa que a gente fez. Depois, vamos conhecer os outros pontos da cidade?, disse Ilza, que trampa numa confecção.

A costureira disse ainda que a primeira impressão da cidade foi ótima, e que Balneário é muito limpa e tranqüila. ?Pelo o que vimos até agora, este verão será o melhor de todos e iremos voltar sempre?, conta Eledir, que tá na city pela terceira vez, ao contrário da irmã, que nunca teve na Santa & Bela.

A paranaense Cléia Jardim, 49, conhece Balneário há 27 anos, quando veio com os pais. Desde então, não passou mais nenhum verão sem dar um pulinho na cidade. Natural de Francisco Beltrão (PR), a decoradora veio veranear com os dois filhos, o marido, e uma carrada de parentes no apê que comprou por aqui. ?Quando me aposentar, venho morar aqui. A cidade tem se desenvolvido muito e está cada vez melhor?, elogiou. Já o casal gaúcho Fausto Lucca e Bianca Sperotto, 30 anos, vem veranear há apenas dois anos, e costuma ficar nas praias agrestes, como Laranjeiras e Brava.

Renda extra

Enquanto os turistas torram debaixo do sol que nem leitão a pururuca, os moradores aproveitam a época pra faturar. Apesar do número de turistas argentinos ter diminuído por causa da desvalorização do dólar, as vendas pra brasileiros tem deixado os comerciantes felizes da vida. Para Evânio Cardoso, 36, que trampa vendendo milho, churros e alugando cadeiras na praia, o movimento aumentou cerca de 40% em comparação ao ano passado.

?Em 2008, tivemos a tragédia da enchente, então o movimento caiu muito. Neste ano, a expectativa é das melhores?, comemora. Segundo ele, o que dá mais grana hoje em dia é o aluguel de cadeiras e de guardas-sol. Cada cadeira custa R$ 4 e o cara aluga, em média, 60 cadeiras por dia. ?Dá para tirar um bom dinheiro!?.

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