• Postado por Tiago

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Prova dura, em média, quatro horas

O caminho percorrido pelos competidores mostrou um pouco da beleza natural de Santa Catarina àqueles que vieram de fora. A largada foi na Barra Sul, em Balneário Camboriú, com um mar azul e céu limpo como cenário. Já a parte de regularidade da prova começou no interior de Camboriú, com estradas passando por arrozais e montanhas cobertas por vegetação nativa, completamente diferente da paisagem urbana. ?Pena que nem dá pra ver direito, porque ficamos muito preocupadas com a velocidade e o tempo?, disse Katherine, que em nenhum momento tirou atenção do volante. Já Manuela, a navegadora, ficou responsável por informar à irmã o caminho, a velocidade que ela deveria ter em cada trecho, lendo a planilha que traz o trajeto surpresa, já que as duplas só a recebem instantes antes da competição. Assim, ela garantiu que o carro não ficasse adiantado ou atrasado na prova. Já o pai, seu Wilson, que imaginava só curtir a paisagem e ajudar as filhas com água mineral e pedaços de goiaba acabou se tornando peça-chave na prova. Pegou o cronômetro e ajustava o tempo da prova com o tempo do carro, sendo assim um Zequinha mais do que útil. ?Por mim eu vinha de piloto, mas passar por essa experiência com minhas filhas é maravilhoso?, disse o empresário.

Não é nada fácil. A prova é tensa e o mínimo de descuido pode gerar um grande atraso pro carro. As indicações da planilha exigem muita concentração e pra marinheiras de primeira viagem, é normal que erros acabem rolando. Mas nossas competidoras, apesar da inexperiência, mostraram que mulher ao volante não é perigo constante. Sempre se mantiveram pouco antes ou pouco depois do ideal, com momentos de vibração por estarem certas no tempo, velocidade e trecho. Coisa que não é muito comum pra quem disputa pela primeira vez. ?A gente achou que ia apanhar, mesmo. Errar muito?. Katherine não tava muito confiante, mas de uma maneira muito humorada achou que ganhariam o ?Prêmio Indiana Jones?, destinado aos últimos colocados, que ganham um GPS pra nunca mais se perderem. Elas não foram campeãs, pois aqueles pequenos erros custam muito no final. Mas acabaram ficando no 127º lugar, à frente de seis duplas. ?A prova é muito boa e foi uma experiência maravilhosa. Exige muita concentração e a pressão é grande. Não virou vício, mas se acontecer alguma etapa em cidades próximas daqui, pode ser que a gente participe?, adiantou Manuela, cansada, mas feliz por ter completado a prova. ?A gente queria um programa gostoso de fazer e esse com certeza foi?, disse a irmã Katherine.

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