• Postado por Tiago

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Bares e restaurantes estão entre os que mais empregam em Balneário Camboriú

O publicitário Rodrigo Moisés lembra muito bem quando e como ingressou no mercado de trabalho. Em 1993, aos 16 anos, aproveitou a oportunidade de um emprego temporário e começou a atuar como vendedor em uma loja de produtos de praia. O trabalho lhe ensinou lições e deu experiências que leva até hoje na bagagem profissional. ?Aprendi a atender o público, a me relacionar com os clientes e perdi a timidez na marra?, afirma.

Por ser considerada o maior polo turístico do sul do país, Balneário Camboriú reedita todo verão o fenômeno da oferta em massa de trabalho temporário. Os técnicos da secretaria de Turismo de Balneário Camboriú esperam que no pico da temporada, entre o Natal e o Réveillon, a população da cidade pule dos hoje cerca de 95 mil habitantes para aproximadamente 800 mil pessoas. As oportunidades de emprego temporário, diz Ademar Schneider, diretor da secretaria, estão principalmente nos ramos da hotelaria, da gastronomia e do comércio.

O que o publicitário Rodrigo experimentou na década de 90 vem se repetindo cada vez mais ao passar dos anos. Altamir Osni Teixeira, presidente da câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), acredita que se abram nesta temporada entre seis mil e sete mil novos postos de trabalho na cidade, todos temporários.

O chefão da CDL estima que pelo menos três mil trampos durante a temporada venham do comércio. ?E a contratação já começou. Mês passado foi a primeira etapa, com as festas de outubro na região. A segunda etapa é agora em novembro, quando os lojistas se preparam para o Natal?, indica Altamir. Os temporários deverão representar algo em torno de 20% dos comerciários em atividades.

Bares, restaurantes e hotéis também são campo fértil pra quem quer agarrar a oportunidade de um trampo temporário. As vagas de empregos para o verão nestes setores podem chegar a mais de 2500. ?As contratações são mais para os serviços operacionais, como mensageiro, garçom, camareiro e auxiliar de cozinha?, diz Olga Ferreira, presidente do sindicato dos Trabalhadores em Bares, Hotéis e Restaurantes da Região.

O número de trabalhadores, informa Olga, chega a crescer de 50 a 60%. Os salários variam, em média, entre R$ 675, que é o piso da categoria, e R$ 800. ?Mas há alguns profissionais que recebem melhor, como um cozinheiro, por exemplo, que pode tirar até R$ 2,5 mil?, afirma a sindicalista.

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