• Postado por Tiago

Seu João Manoel Vieira, 62 anos, leva na bagagem uma experiência de 24 anos como motorista. Nove deles atrás da boleia de um táxi. Ao saber da novidade do financiamento do FAT Taxista, nem pensou duas vezes: “Vou pegar, vou. Estou entre uma Palio Weekend ou continuar na Meriva”.

A Meriva de seu João completa em poucos meses dois anos. “Prefiro os carros de luxo. O meu passageiro tem direito a andar bem”, discursa o velho motorista de praça. Pra seu João, comprar um carro de luxo não é vaidade e sim investimento num nicho de mercado lucrativo. Sua clientela é formada por executivos de grandes empresas instaladas em Itajaí, como a Perdigão e a Quacker. Vive levando os engravatados para Curitiba, Floripa e para o aeroporto de Navega.

Morador da Vila Operária, o taxista lamenta que o povão de Itajaí não tenha o hábito de andar de táxi. “Acham que o táxi é caro”, comenta, comparando o custo de uma viagem de carro de praça e de mototáxi do centro até a rodoviária, no bairro Cidade Nova. “De carro, quatro pessoas vão gastar de R$ 17 a R$ 20. De moto, uns R$ 25 e ainda não vão poder levar a bagagem”, afirma.

Foi essa suposta falta de hábito do itajaiense em andar de táxi, que fez seu João investir em carros mais caros para garantir como clientela um público seleto e com disposição de gastar mais.

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