• Postado por Tiago

Matagal é a prova de que a prefa não limpa a vala há meses

A manicure Luana Moraes dos Santos, 17 anos, não aguenta mais a fedentina de uma vala aberta na rua Amora, no bairro Sertãozinho, em Bombinhas. O buraco recebe a bostalhada de toda a vizinhança e deixa uma catingueira danada, além de ser criadouro de tudo quanto é bicho. Moradores da região contam que no início do ano os abobrões da prefa prometaram dar um jeito no problema, mas até agora nem um desinfetante foi jogado por lá pra ver se aliviava o futum.

Luana explica que a cagada maior rola porque a vala recebe o esgoto de várias ruas da vizinhança. A merdalhada desemboca por lá e fica catingando só na rua onde a manicure vive. ?Foram lá abrir pra dar jeito e até agora não taparam. Tá criando sapo e deixa um cheiro insuportável. Não dá pra viver lá?, reclama.

A vizinha de Luana, C. M. F. B., 33, diz que ali é uma espécie de brejo e por mais que os moradores tenham fossa pra filtrar a nojeirada, os dejetos chegam até a voltar pras residências, já que o solo é úmido demais. A mulher conta que tem vezes que seu quintal enche com o lodo do esgoto. ?Assim que a nova administração assumiu, prometeu que neste ano resolveriam o problema aqui, mas disseram que não fizeram ainda porque havia coisas muito mais importantes a serem feitas?, lembra.

Há uns meses o povão que vive por lá até estudou a possibilidade de dividir com a prefa a colocação de tubos e acabar com a tranqueira do local, mas a obra custaria caro demais pro bolso do pessoal, que deu pra trás e deixou a ideia de lado.

O perrengue dos moradores da região não deverá acabar tão cedo. Jorge Barbosa da Silva, secretário de obras, alega que a cidade não conta com um sistema de tubulações decente e por isso a prefa teve que correr atrás do preju depois da enchente e buscou fazer um levantamento dos locais críticos da city.

Foi contratada a empresa Unidec, de Curitiba, que fez um estudo de macrodrenagem e bolou um diagnóstico em que foram sugeridas formas de readequação pras áreas feiosas. ?Vai ser feito o trabalho em cima daquele projeto, porque antes era feito um trabalho sem controle e por isso sofremos tanto com as enchentes?, justifica.

A obra tá avaliada em cerca de R$ 150 milhões, grana que o município terá que pedinchar pra dar conta de tudo. ?Não é uma coisa pra já. É uma coisa que está se estudando. A gente precisa angariar recursos da União primeiro?, siplica a secretária de Planejamento, Walkiria Mauzer.

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