• Postado por Tiago

Gordurinha tava boiando na praia central

Uma parte do óleo de cozinha que vazou na tarde de domingo pelo canal do Marambaia chegou à praia central da Maravilha do Atlântico. Barnabés tramparam a noite toda pra tirar o óleo do canal antes que ele chegasse ao mar, mas ontem pela manhã era possível avistar no pontal Norte uma mancha do óleo, emporcalhando as águas. O secretário de Meio Ambiente, André Ritzmann, confirmou o vazamento da porcaria para o mar. ?Uma gotícula ou outra passam, mas não causam problema no geral?, minimizou.

O abobrão insiste em dizer que o acidente não foi grave e que o óleo não vai prejudicar a natureza, mas um professor da Univali diz que não é bem assim e garante que a poluição por óleo de cozinha pode ser comparada a um vazamento de petróleo. O caso foi analisado por técnicos da fundação do Meio Ambiente da Santa & Bela (Fatma), que sijuntaram no trampo com o pessoal da Emasa pra tentar terminar a limpeza do canal ontem mesmo.

Durante toda a madrugada e o dia de ontem, técnicos suaram a camisa pra conter os 20 mil litros de óleo de cozinha. Com a ajuda de um grande aspirador especial, 70% da gororoba tinham sido retirados até a tarde de ontem. A galera da Fatma também entrou na roda e deu um pulo no pontal Norte pra analisar o estrago.

Os peões vararam a madrugada pra conter a nojeirada. Meteram o tal do skinner na água, que é uma espécie de grande aspirador que flutua, e sugaram cerca de 75 mil litros de água que estavam manchados com o óleo de cozinha. Pro secretário de Meio Ambiente, pra uma limpeza total o necessário seria retirar 100 mil litros do canal. ?Não tem como tirar só o óleo. Depois que derramou, a água vem junto?, explica.

O grande aspirador é da empresa Ecosob, que faz serviço pra Petrobras. Quase 10 caminhões lotados do material tramparam por lá e largaram a nojeira na estação de tratamento da empresa de Água e Saneamento do Balneário (Emasa), que fica na avenida Brasil, do ladinho do Metrô Pianos Bar.

O pessoal montou também seis barreiras de contenção em pontos diferentes do canal, feitas com materiais absorventes como espuma pra filtrar o óleo e impedir que ele fosse parar no marzão, mas o óleo ainda assim chegou lá.

Suspeita de vandalismo

O próximo passo será levantar o tamanho do estrago e meter a bronca nas costas dos culpados. Até agora o que se sabe é que a montoeira de óleo de cozinha vazou de dentro de um grande galão que fica numa usina de reciclagem do bairro Ariribá, que não teve o nome divulgado. O dono do depósito faz o trampo sozinho. Recolhe e encaminha o material pra ser reciclado e transformado em sabão.

Existe a suspeita que o tanque tenha sido quebrado pela ação de vândalos que agiram enquanto a usina estava fechada, no fim de semana. Foram feitas fotos do depósito e um relatório deve ser concluído nos próximos dias pela Fatma. ?A multa se baseia no aspecto ambiental do problema. Pode ser até de milhões de reais?, explica Gabriel Santos de Souza, o gerente da Fatma na região.

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