• Postado por Tiago

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Gasosa adulterada pode dar prejuízo, alerta Stefany, do núcleo de automecânicas da ACII

Você saiu do posto todo bobo, de tanque cheio, pronto pr?aquela viagem que esperou tanto tempo. De repente, mal vira a esquina e seu carango começa a engasgar. O motor já não responde direito às suas acelaradas, tosse, pigarreia. Você vai até uma oficina e lá, pra sua surpresa, descobre que o problema é combustível adulterado.

Gasosa ou álcool batizados são mais comuns do que se pensa. A sacanagem, feita por alguns donos de postos de gasolina, pode detonar seu carango. ?O principal problema que pode causar ao veículo é entupir ou queimar o bico da bomba injetora?, explica Stefany Vicentin, coordenador do núcleo setorial de automecânicas da Associação Empresarial de Itajaí (ACII).

O bico injetor é uma pecinha minúscula, acionada por meios eletrônicos, que joga a gasolina para ser queimada no que se chama de câmara de combustão. A peça é pequena, mas o preço pro seu conserto é grande. ?Nesse caso, vai ter que fazer uma revisão e, dependendo do que for feito, pode gastar de R$ 300 a R$ 400?, informa Stefany.

Peça o teste da proveta

?Se você chegar num posto e desconfiar de algo, peça o teste da proveta?. É o que sugere o consultor empresarial Cláudio Boriola. Ele lembra que a Agência Nacional do Petróleo obriga os postos a realizarem o tal teste se o cliente exigir.

O negócio é simples. O frentista traz um tubinho de vidro transparente e mistura água com sal a um pouco de gasosa. Mexe o frasco, espera 15 minutos e você saberá se tem ou não muita concentração de água ou álcool na gasosa. A gasolina fica em cima, separada dos demais líquidos.

Antes do teste, o frentista tem que dizer qual é a proporção normal dos líquidos. O posto também deve ter uma cópia da Resolução nº 9, de 7 de março de 2007, da ANP, que explica direitinho como funciona o teste.

Stefany indica um modo mais simples. ?Você pega um copo de vidro, bota gasolina, espera uns cinco minutos e aí vai ver se tem água ou não no combustível, já que a gasolina e a água se separam?, ensina.

Outras dicas

Mas há outros modos de fugir do combustível adulterado. ?Primeiramente, deve-se desconfiar dos preços praticados, muito abaixo da média de mercado?, sugere Boriola. Outra dica do consultor é sempre abastecer no mesmo posto. E isto por duas razões. Primeiro, na teoria, você já confia no posto. Depois, se der problema, ficará fácil identificar de onde veio o combustível adulterado.

Vá à Procon ou à justiça

Mas se não conseguir fugir das armadilhas, não tenha dúvidas: processe o dono do posto. Para isso, pegue nota fiscal sempre que abastecer e faça um laudo do combustível supostamente batizado. Também podem procurar a Procon.

Ah! Não esqueça. Denuncie a sacanagem para a ANP pelo telefone 0800 970 0267. A ligação é digrátis.

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