• Postado por Tiago

Mesmo diminuindo a cada ano sua participação nas transações comerciais e bancárias, o cheque continua sendo o causador de muita dor de cabeça, tanto pra quem emite quanto pra quem o recebe. O empresário Reinaldo Inácio Lourenço, diretor do serviço de Proteção ao Crédito (SPC) da câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Itajaí, estima que 20% da velhaquice no comércio peixeiro tá relacionada a cheques.

Os comerciantes são os que mais sofrem. Por isso, todo o cuidado é pouco na hora de receber um cheque. “Hoje, o caminho mais seguro é consultar o SPC”, afirma Reinaldo. Com a consulta, o lojista vai ficar sabendo se o cliente já tem histórico de borrachudos na praça. “Não vou dizer que fica 100% livre, mas vai ter pelo menos 90% de chance de não receber um golpe”, garante o chefão do serviço de Proteção ao Crédito.

Pra quem assina

Na outra ponta da relações comerciais feitas com cheque também há riscos, alerta José Francisco Zimmermann, gerente regional de atendimento para o Vale do Itajaí da Caixa Econômica Federal. Por isso, quem usa talões e vive soltando folhinhas por aí deve ficar atento a alguns procedimentos que vão evitar incomodações futuras.

Um desses procedimentos é começar a emitir menos cheques. “Não se deve chegar em qualquer lugar e pedir pra trocar o cheque. Há sempre o risco da clonagem ou da adulteração dos dados”, afirma Francisco.

O bagrão da Caixa também destaca os cuidados que se deve ter na hora de preencher uma folha. “Nunca deixe espaços vazios. Escreva as palavras engatadas e depois faça um risco no espaço que sobrou”, ensina.

Pra quem vai receber os borrachudos, a dica de Francisco é básica: exija sempre documentos, o cartão do banco e faça uma consulta nos órgãos de proteção ao crédito.

  •  

Deixe uma Resposta