• Postado por Tiago

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A natureza turística da cidade também é apontada como causa do crescimento das vendas

Crise econômica, enchente e desemprego. Nada disso parece ter afetado o comércio de Balneário Camboriú. Pelas estimativas da câmara de dirigentes lojistas (CDL), as vendas no varejo aumentaram entre 5% e 8% no primeiro semestre deste ano em comparação com os primeiros seis meses de 2008.

Para o comerciante Altamir Osni Teixeira, presidente da CDL, sobram razões para explicar esse caminho que vai na contramão da crise econômica. Uma delas está ligada à natureza turística da cidade. A cidade tem aproximadamente 5500 pontos comerciais. Pelo menos três mil deles são de comércio varejista que se aproveitam do movimento de turistas que frequentam, entre dezembro e fevereiro, o maior balneário de veraneio do sul do país. ?É muito forte o comércio nessa época do ano, principalmente com as liquidações de verão?, diz ele.

Outro bom motivo são algumas das principais datas comemorativas que acontecem no primeiro semestre. O dia das mães, o dia dos namorados e até a Páscoa são rãzoes pro povão ir às compras e fazer a alegria dos comerciantes. Felicidade também dos trabalhadores. O comércio, em Balneário Camboriú, emprega entre 18 mil e 20 mil pessoas, informa Altamir. Isso representa algo em torno de 20% da população, estimada em aproximadamente 95 mil pessoas em 2007, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), medida do governo federal pra tentar espantar a crise, também ajudou. ?O setor automotivo nunca vendeu tanto como nesse primeiro semestre?, diz o chefão da CDL. A venda de geladeiras, fogões e máquinas de lavar, que fazem parte da chamada linha branca da indústria, também estouraram a boca do balão e ajudaram a aumentar as estatísticas de venda do comércio de Balneário Camboriú.

O segmento que trabalha com vendas de produtos para a construção civil, ressalta Altamir, também saiu ganhando com a redução do IPI. ?As pessoas aproveitaram para reformar e pintar suas casas?, comenta.

FGTS ajudou a baixar a velhacaria

O dinheiro que entrou no bolso do povão graças à liberação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para os atingidos pela enchente e pelas enxurradas ajudaram mais do que aumentar as vendas na cidade. ?Muitas pessoas usaram esse dinheiro para pagar suas dívidas, para tirar o nome do serviço de proteção ao crédito?, afirma Altamir.

Pelas estatísticas do SPC, que funciona junto à CDL, a velhaquice baixou de 2,82%, no primeiro semestre do ano passado, para apenas 0,80% nos primeiros seis meses de 2009. ?Acredito que os recursos do FGTS influenciaram?, diz Altamir.

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